14 ago 2010 por admin

O que ocorre nos bastidores — no mundo invisível — quando oramos? A mensagem a seguir, baseada em Daniel 10, aborda essa importante questão.
A oração e os bastidores espirituais (Daniel 10:10-11:1)

Rev. Misael, 8 de agosto de 2010
Parte da série Exposição de Daniel, pregado em Culto dominical noite.
O servo de Deus é ouvido nos céus, assistido por anjos e participa do reino.
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24 jul 2010 por admin

Fazer parte de uma comunhão de amor é um desejo de muitos. Amar é sentir com, aceitar, convidar, ajudar e perdoar. Estamos colocando à disposição alguns estudos bíblicos relacionados a tais assuntos, que poderão ser usados para edificação pessoal, cultos domésticos ou reuniões de grupos.
Dois conteúdos estão disponíveis em formato PDF, “Amar é sentir com” (153 KB) e “Amar é aceitar” (160 KB). Oramos para que você seja abençoado com estas reflexões na Palavra de Deus.
24 jul 2010 por admin
Acontece às vezes. A gente pega carona com alguém e após alguns segundos percebe que não confia no motorista. Lembro-me de uma experiência ocorrida na década de 90. Eu ia de meu trabalho até minha casa com um amigo que dirigia freneticamente. A cada mudança de faixa, curva ou freada brusca eu me agarrava no assento. Instintivamente, alternava as posições de minhas pernas e assumia a postura de um motorista, antevendo os possíveis desastres, derretendo de ansiedade a cada nova manobra. O colega de trabalho olhou-me e verificou que eu estava travado pelo medo — e riu muito.
Estar sob a direção de outra pessoa, sem nenhuma possibilidade de interferir no trajeto ou mesmo no modo de condução do veículo — isso exige fé. Eu preciso confiar no caráter (estar certo de que o condutor tem boa índole e equilíbrio emocional; não pretende suicidar-se, nem ferir-me) e nas habilidades (saber que o condutor possui capacidade para dirigir o veículo eficientemente) do motorista. Isso me faz lembrar de um hino:
As tuas mãos dirigem meu destino!
Ó Deus de amor, que seja sempre assim!
Teus são os meus poderes, minhas vida;
Em tudo, eterno Pai, dispõe de mim.
Meus dias sejam curtos ou compridos,
Passados em tristezas ou prazer,
Em sombra ou luz, de acordo com o teu plano
É tudo bom se vem do teu querer. (Hino 163 do Novo Cântico).
Parece que as tentativas que faço, de alterar a direção de minha vida, são semelhantes aos meus trejeitos desengonçados, no banco de passageiro daquele Fiat Uno, em 1993. O veículo continua sendo guiado pelo verdadeiro condutor e a mim, cabe ter fé. Aquele que dirige nossos destinos é o Deus de amor, perfeito em seu modo de encaminhar as coisas: “é tudo bom se vem do teu querer”.
Eis o soberbo! Sua alma não é reta nele; mas o justo viverá pela sua fé (Habacuque 2.4).
Rev. Misael. Publicado no Boletim 030, de 25/07/2010.
18 jul 2010 por admin
Somos a igreja de Jesus Cristo, somos abençoados. Faço questão de me lembrar disso, todas as semanas. Forço minha mente a meditar nas descrições bíblicas sobre a igreja: “Raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus”, gente com uma missão: proclamar as virtudes de Deus a todas as nações (1Pedro 2.9). Povo agraciado, transferido das trevas para o reino de Jesus Cristo.
Preciso relembrar sempre, porque sou fraco. Sou pó e cinza e, do ponto de vista da santidade, sou muito pecador. Tenho a tendência de olhar e fazer comparações. Tenho os lábios mais prontos para reclamar do que para orar e auxiliar. Meu coração é enganoso e desesperadamente corrupto, muito dado a insatisfações; minha língua é ágil para proferir juízos temerários. Minha vontade decaída se une à minha mente pervertida, buscando me desestimular a prosseguir amando e servindo a Deus na igreja, elaborando raciocínios enganos, argumentando que a igreja possui muitos defeitos e não é digna de minha dedicação ou empenho.
Eu não sei se você é assim, infelizmente, eu sou. Por isso tenho de me vigiar, e quando vacilo, peco e entristeço ao Espírito Santo. Eu não quero entristecer o Espírito, eu quero agradar a Deus no que diz respeito ao meu procedimento em sua igreja (1Timóteo 3.15). O que faço para evitar o pecado? O que faço para edificar ao invés de destruir, estimular ao invés de desanimar, contribuir ao invés de atrapalhar?
Em primeiro lugar, preciso olhar mais atentamente para Deus, o Altísimo, o Soberano, o Todo-Poderoso. Com sua providência, ele dirige todos os fatos da história, inclusive a rotina de cada igreja local. Ele é o proprietário da vinha, ele é quem produz o crescimento (1Coríntios 3.6-7). Nada do que acontece foge ao seu domínio e determinação.
Em segundo lugar, preciso olhar mais graciosa, paciente e humildemente para a igreja. Em nenhum momento da história ela foi perfeita. Isso nunca aconteceu e jamais acontecerá antes da consumação. No arraial da fé, crescem juntos o joio e o trigo (Mateus 13.24-30). Os registros apontam para heresias, disfunções orgânicas, posicionamentos extremados (ortodoxia dissociada da prática ou misticismo desmiolado) e uso dos construtos da fé para promoção política ou financeira.
A igreja hoje não está melhor nem pior do que era antes, ela é apenas o corpo de Cristo, formado por pecadores lavados no sangue do Cordeiro. Ela é o ajuntamento que está sendo santificado pelo Espírito Santo, mediante a Palavra. Ela é o grupo de seguidores que se reúne em torno da Escritura e dos sacramentos, que ora e espera, que testemunha e prossegue, às vezes eficazmente, às vezes lenta e ineficientemente, às vezes sofrivelmente. Nela encontra-se o melhor que poderia existir, para glória de Deus; nela, se encontra também o pior. Nela existem as mais ricas histórias de autodoação e compromisso; nela, encontra-se iniquidade e os mais crassos erros.
Mas a igreja continua sendo a igreja, o canal usado por Deus para ministração, aos principados e potestades, do mistério que estava oculto em Deus desde os tempos eternos (Efésios 3.1-13).
É preciso caminhar com essa consciência, com esse olhar de discernimento e misericórdia, juízo e graça. É preciso estar disposto a perseverar. É preciso da graça do Senhor para prosseguirmos sem amargura ou sem nos deixarmos escandalizar. É preciso prosseguir com uma perspectiva escatológica: a igreja é a comunidade do “já”e do “ainda não”do Reino de Deus.
Em terceiro lugar, preciso olhar mais severamente para o meu coração. A igreja é formada de pecadores, “dos quais eu sou o principal”(1Timóteo 1.15). Por isso, continuo amando-a. Encontro muitas falhas, mas nenhuma delas é maior do que as que carrego em meu próprio coração. Sou pó adorando juntamente com meus irmãos, também limitados e pecadores.
Olhar para Deus, para a igreja a partir de uma perspectiva global, histórica e para o meu próprio coração; é assim que encontro ânimo para comprometer-me com o corpo de Cristo. Convido você a compartilhar dessa visão.
Rev. Misael. Publicado no Boletim 029.