A bênção final

O livro de Apocalipse termina com uma promessa, uma oração e uma bênção: “[…] Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus! A graça do Senhor Jesus seja com todos” (Ap 22.20-21). A ordem destes elementos é cuidadosa, inspirada pelo Espírito Santo.

Os discípulos de Jesus Cristo se firmam nas promessas. Servem a Deus baseados nas palavras Sagradas da Escritura e não confiando na carne. Avançam em decorrência deste “certamente”.

Daí eles oram. A promessa destaca Deus que se revela e concede garantias no evangelho. Nossas preces são extraídas destas garantias. Pedimos que o Senhor venha, certos de que o retorno de Jesus consta no desígnio da Trindade soberana. Quando suplicamos, tanto “esperamos” quanto “apressamos” sua vinda (2Pedro 3.11-13).

Ligada à oração está a ação. Aquele que ora, age. Na comunhão somos purificados com a brasa do altar e nos dispomos ao serviço do reino (Is 6.6-8). Para agir, precisamos da graça. Deus é nosso auxílio. É sua bênção que nos capacita a prosseguir a despeito de obstáculos, limitações e falhas. Na promessa, Deus garante que fará a parte dele; na oração, somos alinhados a ele na execução de seu plano; seu favor nos ajuda a realizar os compromissos pactuais, é a graça que torna possível essa nossa participação.

A Igreja é o povo da promessa. Nascida no coração de Deus, ela ouve o Senhor afirmar: “Certamente, venho sem demora”. Tais santos oram: “Amém! Vem, Senhor Jesus!” Depois agem, dependentes da graça de Deus. Estes seguidores radicais não serão decepcionados. Verão o cumprimento de sua esperança. As lutas e desafios se tornam pequenos diante da expectativa da visão do Senhor vindo dos céus, “com poder e muita glória” (Mt 24.30).

Rev. Misael

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