A prática da unidade

Em Efésios aprendemos que, por graça, tanto fomos ligados a Deus, quanto Deus nos adotou em sua família (Ef 2.1-22). Isso é ainda mais destacado em Efésios 4.1-6. A vinculação em família não é meramente ideológica ou simbólica. Os que acolhem Jesus são unidos efetivamente uns aos outros pelo Espírito Santo.

Efésios 4.1-6 alerta para um fato: Fomos jungidos pelo chamado de Deus (v. 1). No atendimento deste chamado o Altíssimo nos mesclou em unidade indissolúvel (v. 4-6). A unidade da igreja não é algo que nós produzimos e sim obra do Espírito de Deus, para glória do Pai. Por outro lado, somos chamados a agir, andando de “modo digno da vocação” a que fomos chamados (v. 1). Manter a unidade exige esforço (o sentido de “esforçando-vos diligentemente”, no v. 3). Phillips traduz: “Tenham como propósito ser um só no Espírito, e vocês estarão ligados uns aos outros em paz”.[1]

Manter a igreja unida deve ser objetivo perseguido com muita vontade, firmeza e trabalho por todos os cristãos. A unidade é espiritual, mas não deve ser espiritualizada. Pelo contrário, precisa se manifestar de modo concreto e palpável, e isso só se consegue quando uma motivação forte alavanca os músculos de nossa vontade obediente. Somos afeitos a dividir, mas o evangelho nos convoca a fazer todas as coisas para o agrado e a glória de Deus (1Co 10.31; Cl 1.10). Temos de suplicar a Deus que nos conceda desejo e disposição para andar de acordo com a vontade dele, que nos alcançou e salvou mediante Jesus Cristo. Sejamos fiéis e lutemos diligentemente contra tudo o que ameace a unidade conquistada por Cristo para sua igreja.

Pr. Misael

[1] PHILLIPS, J. B. Cartas Para Hoje. São Paulo: Vida Nova, 1994, p. 114.

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