A serpente me enganou e eu comi

Esta foi a triste confissão de Eva (Gn 3.13), perante Deus, depois de ter acreditado na tentação do engano da serpente. Sabemos que a aceitação dessa mentira como verdade trouxe gravíssimas consequências espirituais e físicas para a vida de Adão e Eva, como também para toda humanidade.

Nos evangelhos encontramos que o tentador não desiste dos seus maus propósitos e que a sua maldade não tem limites, pois até o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo não deixou de ser alvo de suas artimanhas.

Como filhos de Deus estamos sujeitos a todo tipo de tentação por parte do espírito das trevas. Somos tentados naquilo que temos realmente capacidade para fazer ou deixar de fazer. Não seremos tentados naquilo que não podemos fazer. Sobre este perigo é importante lembrar a exortação do Senhor Jesus aos seus discípulos: “O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir” (Jo 10.10). Paulo, no seu zelo por cuidar e apresentar a igreja como virgem pura, disse: “Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo” (2 Co 11.3). Pedro também não deixa de ressaltar ao povo de Deus que tome cuidado, exortando: “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1 Pe 5.8).

O que fazer na hora da tentação? Devemos lembrar as promessas de Deus:

• “Não permitirei que sejais tentados além das vossas forças”(1 Co 10.13);
• “Proverei livramento para que possas suportar” (1 Co 10.13);
• “Poderemos apagar todos os dardos inflamados do maligno” (Ef 6.16);
• “Poderemos resistir o dia mau” (Ef 6.13); e
• “Ocupemos nosso pensamento com o que é: verdadeiro, respeitável, justo, puro, amável, boa fama, virtude e louvor” (Fl 4.8).

Rev. Willy. Publicado no Boletim 135, de 29/07/2012.

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