Adoração dominical

Pastoral

No culto cristão culminam todos os serviços prestados na semana e são encontrados os significados da existência. Diante do Santíssimo nossos pecados são confessados, recebemos absolvição por meio do sangue de Jesus e somos transformados. A graça divina é dispensada a nós pela Palavra pregada e pelos sacramentos. Temos ainda a oportunidade de consagrar a Deus nossos corações, posses e realizações, e de proclamar e fortalecer a fé por meio de cânticos e orações, tudo isso ungido e aplicado pelo Espírito Santo.

O culto é, portanto, um grande evento, o domingo é o dominicus, o “dia do Senhor” e o Quarto Mandamento foi-nos dado a fim de liberar-nos para adorar: “Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; […] o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou” (Êxodo 20.9,11). Longe de estabelecer uma guarda legalista do sábado, o texto nos chama a uma busca especial de Deus em um dia dentre os sete, uma pausa para adoração fiel e inspiradora. Os discípulos, que começaram a reunir-se no domingo — o Dia da Ressurreição — para partir o pão e louvar a Cristo, consagraram o primeiro dia da semana como o sábado cristão (Atos 20.7).

Percebe-se a necessidade de organização pessoal e compromisso com a busca corporativa do Senhor, no domingo: “Dar-te-ei graças na grande congregação, louvar-te-ei no meio da multidão poderosa” (Salmos 35.18). Trata-se de uma disciplina espiritual que estimula ao comparecimento à Casa de Deus todos os domingos, ruminando seus ensinos nas escolas dominicais e oferecendo louvor nos cultos matutino e vespertino.

Assim sendo, os cristãos amadurecidos aprendem que o autêntico louvor exige a separação das coisas (na verdade é impossível organizar sem separar — cf. Gn 1.7, 14 e 18), consagram o tempo devido ao Criador e evitam profanar o seu santo dia. Enquanto guardam o domingo nos termos indicados pela Escritura, não apenas cumprem um dever da verdadeira religião, mas encontram significativo deleite no SENHOR (Isaías 58.13-14).

Publicado no Boletim 009.

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