As intervenções necessárias do amor

Em 2Timóteo 3.1-5 Paulo antevê a era do ego orientado para a autossatisfação. O bem-estar do “eu” se sobreporia até aos laços de sangue. O chamado do evangelho à obediência humilde seria descartado em favor do bordão “eu tenho o direito de ser feliz”.

Nos últimos dias […] os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados […].

Isso afeta até os crentes. Hoje pais receiam contrariar seus filhos. Estes desobedecem seus pais frontalmente. O que cabe aos filhos é “ser felizes”, ainda que contrariando seus pais. Os pais têm de ser maleáveis, gentis e generosos (leia-se cobrir todas as despesas dos filhos), mesmo lidando com rebeldia deslavada.

Dizem que isso é trato gracioso, mas na verdade é falta de educação cristã. O ego deve ser tratado e que quem ama intervém (Mt 18.15-20). Por mais que isso soe impopular, exatamente porque nos ama, Deus nos força a fazer coisas que nos desagradam. Ele pede a Abraão que sacrifique Isaque (Gn 22.1-19). Incumbe Moisés de liderar o Êxodo (Êx 3—4). Constitui Jeremias como profeta e o proíbe de se casar (Jr 1.4-8; 16.1-2). Força Jonas a pregar em Nínive (Jn 1.1—4.11). Em suma, o Senhor contraria os egos de seus filhos, com o objetivo de amadurecê-los a lhes garantir bênçãos superiores. Como Pai excelente, ele continua fazendo isso hoje.

Pais não devem ter medo de intervir. Eles são autoridades constituídas e responsabilizadas por Deus. Com afeto, firmeza e respeito, eles orientam todos os aspectos das vidas de seus filhos. Eles não precisam “pedir licença” para fazer isso (Gn 18.19; Ef 6.4). E os filhos devem aprender a bênção da obediência, que produz frutos deliciosos (Ef 6.1-3).

Pr. Misael. Pastoral do Boletim 349 | 04 de setembro de 2016.

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