Arquivo da Categoria 'Pastorais'

Salvo, santo, servo

Pastoral

Uma forma interessante de resumirmos os resultados da aplicação do evangelho em nossas vidas é utilizando o critério dos três “s”. Primeiramente o cristão é alguém salvo pela graça que opera através da fé (Efésios 2.8-9). Ser salvo é experimentar a regeneração, uma obra do Espírito Santo que nos concede uma nova natureza e que também é chamada de “novo nascimento”. Conforme o Senhor Jesus, “quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus” (João 3.5). Esta operação divina no coração é a primeira marca do verdadeiro discípulo.

O Cristão é alguém santo (1Coríntios 1.2). Isso aponta para duas ações divinas: Na conversão, Deus nos separa para ele e, a partir de então, inicia em nós uma obra progressiva de aperfeiçoamento moral (Efésios 1.4, 12, 4.1-6.20). Esta é uma marca distintiva: ausência de santidade implica em ausência de conversão. O Espírito Santo, que reside em nós, produz purificação e frutos de justiça (Romanos 8.1-11; 1João 1.7-10; Apocalipse 14.1-5, 19.7-8).

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Adoração dominical

Pastoral

No culto cristão culminam todos os serviços prestados na semana e são encontrados os significados da existência. Diante do Santíssimo nossos pecados são confessados, recebemos absolvição por meio do sangue de Jesus e somos transformados. A graça divina é dispensada a nós pela Palavra pregada e pelos sacramentos. Temos ainda a oportunidade de consagrar a Deus nossos corações, posses e realizações, e de proclamar e fortalecer a fé por meio de cânticos e orações, tudo isso ungido e aplicado pelo Espírito Santo.

O culto é, portanto, um grande evento, o domingo é o dominicus, o “dia do Senhor” e o Quarto Mandamento foi-nos dado a fim de liberar-nos para adorar: “Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; [...] o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou” (Êxodo 20.9,11). Longe de estabelecer uma guarda legalista do sábado, o texto nos chama a uma busca especial de Deus em um dia dentre os sete, uma pausa para adoração fiel e inspiradora. Os discípulos, que começaram a reunir-se no domingo — o Dia da Ressurreição — para partir o pão e louvar a Cristo, consagraram o primeiro dia da semana como o sábado cristão (Atos 20.7).

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A propriedade divina

Pastoral

“Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu”. Esta é a afirmação convicta feita pela esposa descrita em Cantares 6.3 e reflete com exatidão a relação do Senhor com a igreja, caracterizada por afeto proveniente do amor incondicional a nós dispensado por Deus e de nossa resposta de amor, ainda que imperfeita, ao nosso Criador e Redentor.

Este senso de mútuo pertencimento é reforçado na liturgia e na doutrina. Liturgicamente, reafirma-se a aliança nos cânticos e orações. Doutrinariamente, relembrando as promessas feitas a Abraão e Jacó, bem como as revelações dadas no Sinai, confessamos que o Senhor é o “Deus de Israel”, o “nosso Deus”, enquanto nós somos o seu povo, separado dentre as nações para a sua glória (Êxodo 19.5, 20.2; Salmo 100.3; 1 Reis 17.1).

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O passado passou

Pastoral

O título acima é uma redundância, uma obviedade. Qualquer pessoa em sã consciência sabe disso e uma afirmação contrária é tida por ilógica e insconsistente. O autor bíblico afirma que, de certa maneira, nada se altera: “Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Não! Já foi nos séculos que foram antes de nós” (Eclesiastes 1.10). Por outro lado, a história, segundo as Escrituras, é linear, segue uma linha que tem início, meio e fim. Ao contrário dos orientalistas, que vêem a história como um ciclo ininterrupto de recomeços, enxergamos que esta é formada por estágios nomeados como passado, presente e futuro.

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