Chuvas e soberania divina

Começo de ano geralmente é repleto de fortes chuvas, que trazem consequências desastrosas para as cidades. Uma bênção para a terra que se torna um pesadelo devido à má gerência urbana. Muitos inocentes sofrem perdas e as tragédias se alastram.
Procuramos uma resposta para isso tudo. Alguns tentam fazer com que as pessoas não rejeitem a Deus ao serem confrontadas com o fato de que até estas desgraças não fogem de sua soberania; alguns afirmam que o Senhor não estava por trás delas, que ele também foi “pego de surpresa”. Eis uma grande falácia!
A Bíblia afirma que o Senhor é soberano sobre todas as circunstâncias (Gn 1.1-4,10,12,18,21,25,31; Êx 15.18, 33.19; Dt 7.7ss; Sl 11.4, 45.6, 47.8,9, 96.10, 97, 99.1-5, 146.10; Pv 16.33, 21.1; 1Rs 22.19; Is 6.1, 24.23, 52.7; Ez 1.26; Dn 4.34,35, 5.21-28, 6.26, 7.9; Mt 10.29-31; Jo 6.44,65; Rm 9.15,19; Gl 3.3-6; Ef 2.4-9; Fp 2.12,13; Hb 12.2; Ap 3.21, 4.2).
Todas as tragédias, males e dores são o resultado do pecado original de Gênesis 3. Tal ato gerou morte, desordem pessoal, social e natural para as gerações futuras e em todas as esferas criadas. Os seres humanos se distanciaram de Deus; sua inteligência foi debilitada; sua vida social se tornou uma exploração mútua; sua criatividade se alienou da realidade.
Salmos 111 declara que as obras do Senhor são grandes. A expressão “para sempre” (v. 3,8,9) indica que ele controla todas as coisas em todos as épocas. Diante de sua soberania, devemos temê-lo, pois este é o princípio da sabedoria (v. 5,10).
Estamos certos de que Deus conhece tudo e nada foge ao seu controle. Nós o glorificamos quando não tentamos explicar o que ele mesmo não quer que saibamos. Diante de sua soberania, nós nos calamos e acatamos seus misteriosos, eternos e maravilhosos propósitos (Romanos 11.33,34).
Louvamos a Deus pois, em Cristo, ele já começou a restaurar tudo o que existe à sua imagem e semelhança; oramos por aqueles que tanto sofrem nestas tragédias; apoiamos os que se encontram necessitados; e ansiamos por aquele dia quando, na plena restauração de todas as coisas, tudo será perfeito e não existirá mais tragédias, desgraças ou sofrimento (1Coríntios 15; Apocalipse 21).

Rev. Renato. Publicado no Boletim 106, de 08/01/2012.

Categorias: PastoraisTags: , , , ,

Comentários

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *