No Que Cremos

Somos uma igreja cristã, herdeiros da Reforma Protestante do século XVI. Ademais, subscrevemos as declarações de fé bíblicas, que foram elaboradas no decorrer dos primeiros séculos do cristianismo. Resumidamente, assumimos integralmente as declarações de fé do Credo dos Apóstolos.

O Credo dos Apóstolos

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, criador do céu e da terra.
Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu ao Hades; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao céu; está assentado à mão direita de Deus Pai Todo-poderoso, de onde há de vir para julgar os vivos e os mortos.
Creio no Espírito Santo; na santa Igreja universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.

Os símbolos de fé

Abraçamos ainda, como símbolos de fé, a Confissão de Fé e os Catecismos de Westminster, e outros importantes documentos: Credos Niceno-constantinopolitano, Atanasiano e, Confissões Escocesa e Segunda Confissão Helvética, Cânones de Dort, Catecismo de Heidelberg e, mais recentemente, a Declaração de Cambridge. O modo como subscrevemos tais documentos é explicado na edição em português dos símbolos de fé:

“[...] a Igreja somente declara que depende do Autor da Escritura, e recebe a direção do seu Espírito na interpretação da Palavra e nas fórmulas de aplicar suas doutrinas. A Igreja Presbiteriana sustenta que a Escritura é suprema e infalível regra de fé e prática; e também que a Confissão de fé e os catecismos contêm o sistema de doutrina ensinado na Escritura, e dela deriva toda a sua autoridade e a ela tudo se subordina.

Um Deus interessado em nós

Em que cremos

Deus não é uma invenção do pensamento ou sentimento religioso do homem. Deus não é um tema filosófico, não é uma energia ou força impessoal, não é uma fuga psicológica ou emocional para atenuar superficialmente nossas angústias.

Deus é alguém muito especial, nosso Criador, que nos fez segundo sua própria imagem. Fomos criados por ele e para ele. Nele encontramos nossa origem, propósito e significado. Não existimos fora dele, somos por ele sustentados.

Podemos tentar resistir a isso; podemos negar todas essas afirmações, nos esconder atrás de ideologias, rotinas ou outros subterfúgios. Podemos até mesmo mergulhar na religião enquanto, submersos nas crenças e práticas religiosas, escondemo-nos de Deus.

Deus existe, ele é pessoal, único e absolutamente santo. Ele é amor e se revela na Escritura Sagrada. Deus se manifestou como ser humano há mais de 2000 anos atrás, na pessoa de Jesus de Nazaré, Deus-homem, aquele que morreu e ressuscitou para nos aproximar de Deus.

Estávamos separados dele, mas podemos desfrutar de rica comunhão. Estávamos mortos, mas podemos receber vida; subjugados pela culpa, mas podemos ser perdoados; presos a laços fortíssimos de pecado, mas podemos ser libertos; escravos do diabo, mas podemos ser ligados ao reino de Deus. Não tínhamos como apresentar a Deus nenhuma justiça própria; não somos salvos pelas obras. Nosso destino era o inferno, mas podemos ter acesso à vida eterna, ao Paraíso Celestial.

Como acessar a todas essas dádivas? Somos convidados a crer em Jesus Cristo como nosso Senhor e Salvador. Somos orientados a clamar pela ajuda do Espírito Santo, para que entendamos as boas notícias da salvação e arrependamo-nos de nossos pecados. Precisamos do Espírito Santo para nos convencer de nossa necessidade de Deus e nos ajudar a compreender quem é, de fato, Jesus. O Espírito Santo pode nos dar um novo coração, a fé salvadora e uma nova vida. É assim que somos salvos, pedindo a Deus que nos visite com seu amor e nos converta, aceite nossas vidas vazias e as preencha com Cristo, o dom imerecido.

As cinco afirmações do evangelho

Os teólogos do século XVII utilizaram a tulipa, flor comum em certas regiões da Europa e América do Norte, como um símbolo do evangelho. O acróstico TULIP (tulipa, em inglês) sintetiza as principais declarações das boas notícias de Deus para nossa salvação:

O acróstico TULIP

Tulipa

  • Total depravação. Deus criou tudo perfeito (Gn 1.31). Deus fez um pacto com Adão (Gn 2.15-17). Adão desobedeceu ao pacto (Gn 3.6-13). O homem tornou-se completamente caído, incapaz de escolher sua própria salvação. Sua mente, suas emoções e sua vontade, tornaram-se depravados (Gn 1.31; Rm 3.10-18; 1Co 2.14).
  • Uma escolha incondicional. Todos os homens encontram-se caídos, sujeitos à justa condenação divina (Rm 3.19). Deus, unicamente por graça, livre e soberanamente, decidiu salvar algumas pessoas por meio de Jesus Cristo (Jo 1.12-13, 6.44-45, 15.16; 1Co 1.28-29; Ef 1.3-4 e 11).
  • Limitada expiação. Cristo morreu na cruz para salvar aos eleitos (Mt 11.25-27; Jo 10.15-16). Cristo realizou redenção através da expiação. A morte de Cristo é vicária ou substitutiva, providenciando justificação (1Co 1.30-31, 15.3-5; Ef 1.6-10, 2.1-7). Cristo salva exercendo os ofícios de Profeta, Sacerdote e Rei (Dt 18.15-19; Hb 4.14-16; Ap 19.16).
  • Irresistível chamado. O Espírito Santo chama para a salvação através do Evangelho (At 13.48; Rm 8.28-30; 2Ts 2.13-14; Tg 1.18;; 1Co 2.12; 2Tm 1.9-10). O chamado do Espírito é irresistível (Jo 6.37; At 26.18; 2Co 4.6; Ez 36.26). A vocação eficaz envolve a regeneração e conversão (Dt 30.6; Tt 3.5; 1Pe 1.23).
  • Perseverança dos santos. A fé do cristãos nunca morre. Ela é suprida continuamente pela graça de Deus (Jo 10.28-29; 1Pe 1.5 e 9; Rm 8.33-34 e 38-39; Hb 7.25; 2Ts 3.3). O Espírito produz santificação (mortificação do pecado — 2Tm 2.19; 1Jo 3.9; Jr 32.40). Os cristãos progridem utilizando os meios de graça (Sl 1.1-3; Jo 6.53-54; 1Co 11.23-26; 1Ts 5.17). O eleito não abandona a fé (Fp 1.6; 1Jo 2.19).

Você precisa de Deus, todos nós precisamos. Mas não basta qualquer “deus”, não nos satisfazemos como imitações ou concepções humanamente produzidas. Precisamos do Deus verdadeiro, o Deus que se revela na Bíblia e, especialmente, na pessoa de Jesus Cristo, o Maravilhoso Redentor.

Gostaria de receber mais informações sobre como conhecer ao Deus verdadeiro? Envie-nos um e-mail. Ficaremos felizes em ajudar você a compreender o evangelho.