01. Os cristãos são escolhidos

01. Os cristãos são escolhidos

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Capa Eleição e Redenção

Trecho da aula

Joventino decidiu ler o NT presentado por um amigo. Ficou maravilhado com os Evangelhos. Considerou a pessoa, obras e ensino de Jesus Cristo inigualáveis. Em seguida, em Atos, encantou-se com a simplicidade e amor da igreja primitiva. Daí aventurou-se para as cartas apostólicas.

Uma questão o intrigou acima das demais: O que Jesus quis dizer ao chamar os seus seguidores de “eleitos”, em Mateus 24.24? E por que ele afirmou, em Marcos 4.10-12, que ensinava por parábolas para que “os de fora” vissem sem perceber e ouvissem sem entender, de modo que não se convertessem e fossem perdoados? Para complicar, qual o significado de sua declaração, “ninguém poderá vir a mim, se, pelo Pai, não lhe for concedido”, em João 6.65? Em Atos, Joventino leu sobre o “desígnio e presciência de Deus” (At 2.23) e que Herodes, Pilatos e o povo de Israel fizeram tudo o que a “mão” e o “propósito” de Deus “determinaram” (At 4.28). Ademais, depois da pregação de Paulo e Barnabé, em Atos 13.48, “creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna”. Enquanto Lídia ouviu o evangelho, “o Senhor lhe abriu o coração para atender as coisas que Paulo dizia” (At 16.14). E em Romanos, ficou boquiaberto ao ler que os cristãos são “predestinados” (Rm 8.29-30), que, enquanto Jacó foi “amado”, Esaú foi “rejeitado” por Deus, e isso independentemente de suas “obras” (Rm 9.11-13) e que existe “um remanescente segundo a eleição da graça” (Rm 11.5). E no fim das contas, Deus não pode ser considerado injusto ao proceder desse modo, pelo contrário, devemos louvá-lo por sua soberania e sabedoria inalcançável (Rm 9.14-29; 11.33-36).

Nesse ponto Joventino interrompeu a leitura. Que Deus é esse? Que cristianismo é esse? Ele tinha de se encontrar com seu amigo cristão, que lhe dera o NT. Precisava de alguém que o ajudasse com suas dúvidas.

1.1 Como a Bíblia denomina os cristãos

No volume anterior desta série, aprendemos que Deus criou tudo perfeito, mas o homem voluntariamente decaiu de seu estado original. Desde então, o ser humano decaído perdeu toda capacidade para compreender, desejar ou escolher Deus e a salvação. Essa verdade bíblica é intitulada total depravação (a letra “t” do acróstico TULIP). Agora olharemos para outra verdade do evangelho: Dentre os pecadores, Deus escolheu alguns para serem salvos, ou seja, ele fez uma escolha incondicional (a letra “u” do acróstico TULIP).

A Bíblia ensina que Deus intervém em nossa história a fim de salvar. Ele estabelece de antemão tanto as condições quanto os beneficiários desta salvação. Quanto às condições da salvação, o NT revela que o sangue de Cristo, provido para nosso resgate (como aprenderemos na segunda parte deste livro), foi “conhecido” desde antes de haver mundo.

Leia o primeiro capítulo do livro A Doutrina da Salvação: Eleição e Redenção (link a seguir).

Palavras-Chave
Deus, Jesus Cristo, Espírito Santo, religião, cristianismo; gênero humano — liberdade, livre arbítrio, vontade livre; predestinação; eleição; pecado; doutrina da salvação (soteriologia) — teologia do pacto; os cinco pontos do calvinismo ou TULIP, redenção; Jacó Armínio, arminianismo; remonstrantes, calminianismo, calminianos; Agostinho, agostinianismo; João Calvino; assembleia de Westminster; sínodo de Dort.

Tópicos desta aula:

  • 1.1 Como a Bíblia denomina os cristãos
  • 1.2 Sabedoria, vontade, liberdade e justiça (de Deus e do homem)
  • 1.3 Conceitos de predestinação e eleição

Recursos da aula:

Áudios da aula:

Introdução à matéria

Aula 01: Os cristãos são escolhidos

Tags da aula: Agostinho, agostinianismo, arminianismo, Armínio, calminianismo, calvinismo, Calvino, dupla predestinação, eleição, livre arbítrio, pelagianismo, Pelágio, predestinação, semipelagianismo, vontade livre
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Comentários ( 2 )

  • Rogeriofitref

    Já baixei a primeira aula e a inseri em uma nova pasta com atalho na área de trabalho para fácil acesso.
    Estou com uma “boa ansiedade” para o seu início logo mais.
    Obrigado professor.
    Em Cristo,
    Rogério Cruz

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