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Desafio 8/6




Resoluções de Agosto/2015


Implementação dos avanços missionários

Nosso IDE

O avanço missionário é o conjunto de iniciativas realizadas nas cidades, com vistas a propagar o evangelho, as atividades da semana e a intenção da IPB Rio Preto de iniciar uma nova igreja. Chamamos este avanço de Nosso IDE. Basicamente, ele compreende nove passos principais, listados abaixo:

  1. Definição da cidade.
  2. Estabelecimento de base.
  3. Três semanas de divulgação, oração, jejum e treinamento.
  4. Início em um sábado.
  5. Avanço missionário do primeiro ao segundo sábados.
  6. Escolas dominicais no primeiro e segundo domingos.
  7. Atividades evangelísticas, culturais e esportivas, de segunda a sexta-feira.
  8. Envolvimento de toda a igreja. Transporte, alimentação, logística, segurança, saúde.
  9. No fim do processo (último domingo), definição.

Nosso_IDE

Definição da cidade

A partir das viagens, contatos, oração e troca de ideias, a Junta de Missões da IPB Rio Preto (JM-RioPreto) elege a cidade onde será realizado o Nosso IDE.

Estabelecimento de base

A JM-RioPreto estabelece uma base de operação na cidade eleita.

Três semanas de divulgação, oração, jejum e treinamento

Vinte e um dias antes da realização do Nosso IDE, iniciam-se atividades tanto na IPB Rio Preto quanto na cidade eleita.

Atividades prévias na IPB Rio Preto

  • Três semanas de oração e jejum. Escala específica, organizada com voluntários de toda a igreja. O objetivo é implementar 29 dias, ou seja, 696 horas ininterruptas de jejum e oração. 21 dias antes do Nosso IDE, mais 8 dias, durante o Nosso IDE.
  • Intercessão pelo Nosso IDE nos GILs, cultos dominicais, classes da ED e atividades semanais de oração.
  • Treinamento do Avanço Missionário. Utilizaremos material adaptado pelo Rev. Misael Batista do Nascimento. Uma adaptação da apostila sobre Avanço Missionário implementado no Rio Grande do Norte e Ceará, pelo Rev. Marcos Severo.
  • Organização de todas as ações a serem implementadas pelos departamentos e voluntariado da igreja.

Atividades prévias na cidade eleita

  • Convocação e organização dos presbiterianos moradores na cidade.
  • Divulgação do Nosso IDE aos moradores da cidade.
  • Providências pertinentes para instalação e organização de nossa base.
  • Definição de perímetro a ser alcançado-coberto pelo Nosso IDE.

Início em um sábado

O Nosso IDE é iniciado em um sábado. Na ocasião, cumpre-se a seguinte agenda:

  • Chegada na cidade às 8h.
  • Devocional às 8h15.
  • Início do Avanço Missionário (perímetro estabelecido) até 12h.
  • Retorno às 16h. Retomada do Avanço Missionário.
  • Reunião na praça às 19h.

Avanço missionário do primeiro ao segundo sábados

O Avanço Missionário será realizado do primeiro ao último sábados. Neste período realizaremos estudos bíblicos e oração nos lares que solicitarem.

Escolas dominicais no primeiro e segundo domingos

As agendas dos domingos serão simples:

  • Chegada na cidade às 8h.
  • Divulgação do estudo bíblico da Escola Dominical às 8h15.
  • Escola Dominical das 9h às 10h30.
  • Avanço Missionário das 10h40 às 12h.

Atividades evangelísticas, culturais e esportivas, de segunda a sexta-feira

De segunda a sexta-feira, além do Avanço Missionário, realizaremos diversas atividades, de acordo com proposta dos departamentos e voluntariado da IPB Rio Preto.

Envolvimento de toda a igreja com transporte, alimentação, logística, segurança e saúde

É importante que, durante a semana do Nosso IDE, a cidade seja marcada com a presença de todos os segmentos da igreja. Mesmo os que não puderem comparecer pessoalmente, poderão ajudar fornecendo suporte às iniciativas dos departamentos e voluntários. A igreja toda deverá envolver-se nas ações pertinentes à boa realização do trabalho.

No fim do processo (último domingo), definição

No último sábado realizaremos um evento de culminação, às 19h. Na ocasião convidaremos os interessados a comparecerem na Escola Dominical na base (na manhã seguinte). No domingo aguardaremos os interessados. Se as pessoas se fizerem presentes, prosseguiremos com o início de uma nova igreja. Se elas não aparecerem, entenderemos que Deus está nos dirigindo para iniciar uma igreja em outro município.


Resoluções de Junho/2015


Alteração no nome do projeto

Novas igrejas. O desafio 7/6 é, de fato, um desafio 8/6: Orar e trabalhar para, em 6 anos (de julho de 2015 a junho de 2021), iniciar 8 novas igrejas:

  • 7 novas igrejas fora de Rio Preto e 1 nova igreja em Rio Preto.
  • Suporte doutrinário ao projeto nacional (50 igrejas); sem descuidar da igreja local.

Modo de operação

Jul e Ago/15

Set e Out/15

Nov e Dez/15

Jan a Mar/16

Abr/16

Mai e Jun/16

Oração em todas as etapas do processo

Pesquisa demográfica (quantas igrejas estabelecidas; quantas e quais igrejas mantendo pontos de pregação ou congregações; disponibilidade de área propícia para aquisição e construção de templo).

Teste de solo (avanço evangelístico; verificação de receptividade inicial ao evangelho).

Base local (aluguel?).

Instalação de obreiro local.

Início da igreja
I1

Pesquisa demográfica (quantas igrejas estabelecidas; quantas e quais igrejas mantendo pontos de pregação ou congregações; disponibilidade de área propícia para aquisição e construção de templo).

Jul e Ago/16

Set e Out/16

Nov/16 a Jan/17

Fev/17

Mar e Abr/17

Mai e Jun/17

Oração em todas as etapas do processo

Teste de solo (avanço evangelístico; verificação de receptividade inicial ao evangelho).

Base local (aluguel?).

Instalação de obreiro local.

Início da igreja
I2

Pesquisa demográfica (quantas igrejas estabelecidas; quantas e quais igrejas mantendo pontos de pregação ou congregações; disponibilidade de área propícia para aquisição e construção de templo).

Teste de solo (avanço evangelístico; verificação de receptividade inicial ao evangelho).

Jul e Ago/17

Set e Nov/17

Dez/17

Jan e Fev/18

Mar e Abr/18

Mai e Jun/18

Oração em todas as etapas do processo

Base local (aluguel?).

Instalação de obreiro local.

Início da igreja
I3

Pesquisa demográfica (quantas igrejas estabelecidas; quantas e quais igrejas mantendo pontos de pregação ou congregações; disponibilidade de área propícia para aquisição e construção de templo).

Teste de solo (avanço evangelístico; verificação de receptividade inicial ao evangelho).

Base local (aluguel?).

Jul, Ago e Set/18

Out/18

Nov e Dez/18

Jan e Fev/19

Mar e Abr/19

Mai e Jun/19

Oração em todas as etapas do processo

Instalação de obreiro local.

Início da igreja
I4

Pesquisa demográfica (quantas igrejas estabelecidas; quantas e quais igrejas mantendo pontos de pregação ou congregações; disponibilidade de área propícia para aquisição e construção de templo).

Teste de solo (avanço evangelístico; verificação de receptividade inicial ao evangelho).

Base local (aluguel?).

Instalação de obreiro local.

Jul/19

Ago/19

Set e Out/19

Nov e Dez/19

Jan e Fev/20

Mar, Abr e Mai/20

Jun/20

Oração em todas as etapas do processo

Instalação de obreiro local.

Início da igreja
I5

Pesquisa demográfica (quantas igrejas estabelecidas; quantas e quais igrejas mantendo pontos de pregação ou congregações; disponibilidade de área propícia para aquisição e construção de templo).

Teste de solo (avanço evangelístico; verificação de receptividade inicial ao evangelho).

Base local (aluguel?).

Instalação de obreiro local.

Início da igreja
I6

Jul e Ago/20

Set e Out/20

Nov e Dez/20

Jan, Fev e Mar/21

Abr/21

Mai e Jun/21

Oração em todas as etapas do processo

Pesquisa demográfica (quantas igrejas estabelecidas; quantas e quais igrejas mantendo pontos de pregação ou congregações; disponibilidade de área propícia para aquisição e construção de templo).

Teste de solo (avanço evangelístico; verificação de receptividade inicial ao evangelho).

Base local (aluguel?).

Instalação de obreiro local.

Início da igreja
I7

At 28.31.

Cidades a serem visitadas

Por população, possibilidade de membresia 1% e membresia cf. IPB Rio Preto hoje:

  • Bebedouro, 77630, 780, *87
  • Monte Azul Paulista, 19741, 200, *22
  • Nova Granada, 18683, 200, *21
  • Guapiaçu, 17938, 200, *20
  • Severínia, 15707, 160, *17
  • Potirendaba, 15128, 160, *17
  • Urupês, 12388, 150, *14
  • Tabapuã, 11980, 120, *13
  • Palmares Paulista, 11742, 120, *13
  • Palestina, 11354, 120, *13
  • Ibirá, 11.141, 120, *12
  • Cedral, 8258, 90, *9
  • Bálsamo, 8227, 90, *9

Documento Expansão de Maio/2015


Expansão

Deve-se almejar que aconteça cada dia que de todos os rincões do mundo Deus junte a si suas igrejas, as propague e as faça aumentar em número, as sature de suas dádivas, estabeleça nelas ordem legítima; em contraposição, que prostre a todos os inimigos da sã doutrina e religião, lhes dissipe os conselhos; lance abaixo seus planos. João Calvino, comentário à petição “venha o teu reino” (Pai Nosso).[1]

Introdução

Em 2013 publicamos uma versão resumida de nosso ideal de serviço. Trabalhamos para ser “uma família de discípulos de Jesus comprometida com a Bíblia e que proclama as boas-novas da salvação”. Discipulado, ortodoxia e missão definem quem somos e como caminhamos.

A base para esta empreitada é a Grande Comissão de Mateus 28.18-20:

18 Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. 19 Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; 20 ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.

O mandato evangelizador e discipulador é promulgado por Jesus, o Rei (Mt 28.18). O reino de Jesus é destinado a crescer soberana e ininterruptamente, até o tempo da colheita e consumação (Mc 4.26-32; 13.10; 1Co 15.28). Discipular com a Palavra de Deus é o modo divinamente ordenado de expansão deste reino (“ensinando-os”; cf. Rm 10.8-17; 1Co 1.21).[2]

Calvino sintetiza cinco aspectos bíblicos da expansão do reino:

  1. Deus junta as igrejas a ele.
  2. As igrejas são propagadas.
  3. As igrejas aumentam em número.
  4. As igrejas são saturadas de dádivas.
  5. As igrejas são devidamente governadas.

O primeiro ponto tem a ver com evangelização. A partir do anúncio das boas notícias sobre a pessoa e obra de Jesus Cristo, pessoas são trazidas pelo Espírito Santo à comunhão com Deus. O fruto deste anúncio e agregação é a propagação de igrejas. Daí a igreja é fortalecida com três coisas: Aumento em número, desfrute do evangelho (saturação de dádivas) e ordem legítima (governo devido). Não podemos esquecer que, para Calvino, tudo isso resulta da prática constante e fervorosa da oração: “Venha o teu reino!”

O modo como isso deve ser implementado é exemplificado no ministério de Jesus, dos apóstolos e dos primeiros crentes (o testemunho dos Evangelhos e Atos). Os princípios para a tarefa estão disponíveis em toda a Escritura, especialmente no NT.

1 Estrutura atual da IPB Rio Preto

A estrutura atual da IPB Rio Preto possui sete partes (círculos), como segue: Gerência, cultos, integração, educação cristã, beneficência e expansão, todos circundados por liderança e cuidado pastoral (figura 01).

Estrutura da igreja hoje

Figura 01. Estrutura da igreja hoje.

Todas estas áreas da igreja devem contribuir com o cumprimento do mandato evangelizador e discipulador de Jesus. O ideal é que cada deliberação do Conselho, iniciativa da Junta Diaconal e serviços de suporte administrativo (exame de contas, secretaria e zeladoria) colaborem com o desfrute e difusão do evangelho. Que o trabalho de todos que contribuem com a adoração seja, em última instância, trabalho pelo e para o evangelho. Que o resultado da educação cristã seja discipulado integral. Que as obras de beneficência sejam o outro lado da moeda do amor de Deus que nos alcança em Cristo. Que as sociedades internas e ministérios integrem as pessoas e, ao mesmo tempo, as desafiem e motivem a buscar outras para a vida no reino bendito de nosso Senhor.

Um círculo, porém, liga-se diretamente à expansão do reino de Deus.

2 O círculo de expansão da IPB Rio Preto

O círculo de expansão contribui diretamente para o cumprimento do mandato evangelizador e discipulador de Jesus. Este círculo agrega três blocos de iniciativas: Grupos nos Lares, Capacitação pastoral para evangelização e discipulado e Ministério de Missões (figura 02).

2.1 Grupos da Igreja nos Lares

Atualmente, cerca de 78 pessoas se reúnem toda semana nos Grupos da Igreja nos Lares (GIL). O potencial destes grupos para a evangelização e o discipulado não é devidamente compreendido (ainda) pela igreja. Nem mesmos alguns dos líderes dos grupos existentes parecem ter consciência da possibilidade abençoadora de tais grupos. Eu não sei se todos os líderes de grupos e oficiais da igreja leram cuidadosamente (em oração e consultando as Escrituras) o Guia de Início Rápido dos Grupos da Igreja nos Lares, [3] meditando sobre sua base bíblica (capítulo 2), possíveis benefícios (capítulo 3) e modo de implementação (capítulos 4 e 5). Se o Senhor nos abençoar e os GILs funcionarem como previsto no Guia de Início Rápido, vidas podem ser convertidas e agregadas à igreja.

O círculo de expansão da IPB Rio Preto

Figura 02. O círculo de expansão da IPB Rio Preto.

Atualmente temos quatro grupos funcionando em Rio Preto (figura 03). Se toda a membresia atual participasse, teríamos 25 grupos com 15 pessoas cada, ou seja, a extensão da influência adoradora e evangelizadora da igreja seria ampliada (a Escritura seria lida e estudada e Deus seria invocado corporativamente em muitos outros bairros).

Grupos da Igreja nos Lares distribuídos por Rio Preto

Figura 03. Grupos da Igreja nos Lares distribuídos por Rio Preto.

2.1.1 A cidade de Rio Preto

São José do Rio Preto é o nono aglomerado urbano mais populoso do estado de São Paulo, com estimativa de 438.354 habitantes (julho de 2014).[4] Destes, 23,79% identificam-se como evangélicos, classificados pelo IBGE em dois grupos, os evangélicos da missão e os evangélicos de origem pentecostal, subdivididos como segue:

Evangélicos da missão:

  • Igreja Luterana, 0,08% da população.
  • Presbiterianos, 0,83% da população (somando-se os presbiterianos da Igreja Presbiteriana do Brasil, da Independente e da Renovada).
  • Igreja Metodista, 0,13% da população.
  • Igrejas batistas, 0,61% da população.
  • Igreja Adventista, 0,61% da população.

Evangélicos de origem pentecostal:

  • Assembleia de Deus, 3,29% da população.
  • Congregação Cristã no Brasil, 2,86% da população.
  • O Brasil Para Cristo, 0,07% da população.
  • Evangelho Quadrangular, 2,78% da população.
  • Universal do Reino de Deus, 1,42% da população.
  • Deus é Amor, 0,04% da população.
  • Nova Vida, 0,02%.
  • Várias outras…

Outros grupos:

  • Testemunhas de Jeová, 1,47% da população.
  • Igreja de Jesus Cristo dos Últimos Dias (Mórmons), 0,18% da população.
  • Católicos apostólicos romanos, 58,7% da população.
  • Católicos apostólicos brasileiros, 0,1% da população.
  • Espíritas, 6,81% da população.
  • Sem religião, 5,57% da população.
  • Ateus, 0,38% da população.
  • Budistas, 0,18% da população.
  • Umbanda e candomblé, 0,17% da população.
  • Católicos ortodoxos, 0,07% da população.
  • Tradições esotéricas, 0,03% da população.
  • Judaístas, 0,03% da população.
  • Espiritualistas, 0,03% da população.
  • Tradições indígenas, 0,02% da população.[5]

Tais dados estatísticos são úteis para ponderarmos na recepção de novos membros em nossa igreja, desde janeiro de 2010.[6]

2.1.2 Recepção de membros em nossa igreja

Nossa igreja recebeu 220 pessoas desde janeiro de 2010. O modo de recepção é descrito como segue:

  • Por profissão de fé: 39 pessoas (17,73% do total).
  • Por profissão de fé e batismo: 52 pessoas (23,64% do total).
  • Por jurisdição a pedido: 21 pessoas (9,55% do total).
  • Por jurisdição ex-officio: 23 pessoas (10,45% do total).
  • Por transferência de comungantes: 30 pessoas (13,64% do total).
  • Por restauração: 1 pessoa (0,45% do total).
  • Por batismo infantil: 37 pessoas (16,82% do total).
  • Por jurisdição ex-officio dos pais: 3 pessoas (1,36% do total | soma ex-officio: 26 pessoas, 11,82% do total).
  • Por transferência dos pais: 14 pessoas (6,36% do total | soma transferências: 44 pessoas, 20% do total).

Vejamos os mesmos dados distribuídos na tabela 01:

Comungantes

 

Profissão de fé

Profissão de fé e batismo

Jurisdição a pedido

Jurisdição ex-officio

Transferência

Restauração

Subtotal comungantes

2010

19

23

8

5

11

0

66

2011

9

10

5

6

5

0

35

2012

6

3

2

7

7

1

26

2013

1

14

2

3

2

0

22

2014

4

2

4

2

5

0

17

Totais

39

52

21

23

30

1

166

Não-comungantes

 

Batismo infantil

Jurisdição a pedido dos pais

Jurisdição ex-officio dos pais

Transferên-cia dos pais

Subtotal não-comungantes

Total anual de admissões

Recebidos nas congrega-ções

Total anual sede e congrega-ções

2010

9

0

2

2

13

79

19

98

2011

6

0

0

2

8

43

11

54

2012

6

0

0

5

11

37

27

64

2013

5

0

1

4

10

32

17

49

2014

11

0

0

1

12

29

0

29

Totais

37

0

3

14

54

220

74

294

Tabela 01. Admissão de membros na IPB Rio Preto, de 2010 a 2014.

Louvamos a Deus pela chegada dos bebês em nosso meio (37 batismos infantis). Também pela quantidade dos jovens criados na igreja que, no tempo devido, confirmou sua fé em Cristo (39 profissões de fé). Deus deve receber toda glória também porque o maior número apresentado é o de profissões de fé e batismos (52 admissões). Ademais, os recebimentos por jurisdição a pedido (21) demonstram que nossa igreja tem acolhido evangélicos que buscam uma igreja cuja doutrina, padrões de culto e ministério são verdadeiramente bíblicos e reformados.

Entendamos também que, à luz das estatísticas do IBGE, Deus nos inseriu em uma cidade de população majoritariamente católico-romana, ou seja, temos diante de nós um campo extenso para evangelização. E o alcance dos católicos-romanos e pessoas de outras religiões pode dar-se a partir das inter-relações com familiares, colegas de trabalho, amigos e vizinhos nos Grupos nos Lares.

Retornando ao dado da figura 03, atualmente temos quatro grupos funcionando, com cerca de 78 participantes. Apenas duas ações — (1) Integração da igreja atual nos Grupos e (2) funcionamento dos GIL como previsto no Guia de Início Rápido (especialmente os momentos de “testemunho”, “onde está teu irmão” e “o que faremos?”) — efetuadas na dependência de Deus, podem expandir nosso número de membros. Apenas como possibilidade matemática, 46 grupos agregariam 690 pessoas (uma quantidade consistente com a capacidade do novo templo projetado pelo Conselho).

Dito de outro modo, o bom funcionamento dos Grupos nos Lares nos ajudaria a testemunhar mais e melhor do amor de Deus aos nossos vizinhos, conhecidos e amigos de nossa “Jerusalém” (At 1.8), ou seja, de São José do Rio Preto. A ferramenta (estrutura dos Grupos) está pronta. É algo nosso e está disponível (www.ipbriopreto.org.br/gil/). Precisamos olhar para o que temos e fazer bom uso, na dependência de Deus, com intensidade e paixão. Apenas para lembrar, a reorganização deste trabalho contempla uma meta assumida pelo Conselho antes de minha chegada, reafirmada nas reuniões de planejamento de 2011.[7]

2.2 Capacitação para evangelização e discipulado

A simples estruturação dos grupos ou mesmo a criação de outros trabalhos não toca na questão mais básica da expansão do reino de Deus. Por detrás de tudo isso deve haver consciência e motivação bíblica para a evangelização e discipulado. E tanto a consciência quanto a motivação devem provir da operação eficaz do Espírito Santo de Deus (At 1.8; Fp 2.13). Lembremo-nos de que em 19/03 e 16/04/2011, o Conselho assumiu que todos os presbíteros devem ser evangelistas e discipuladores.[8] O progresso do evangelho exige que os crentes da IPB Rio Preto atuem mais em evangelização e discipulado pessoal. Este é o modo bíblico de fundação de novas igrejas (cf. At 11.20-26).

O círculo de expansão contempla capacitação nestas áreas. Atualmente, nas noites de quinta e sábado, 49 pessoas estão estudando Discipulado Vivo e Simples. Se nosso Senhor permitir, no segundo semestre de 2015 estudaremos a evangelização. Oramos para que, no final de 2016, pelo menos 40 pessoas efetivamente pratiquem evangelização e discipulado pessoal. Deus é poderoso para conduzir a igreja a retomar sua vocação de ganhar vidas e iniciar novas igrejas. E isso nos conduz ao Ministério de Missões.

2.3 Ministério de missões

Até 2014 o Ministério de Missões incumbiu-se das conexões com missionários e gerência das ofertas, além da realização da Conferência Missionária anual. A partir de 2015, tal ministério assume também iniciativas de evangelização e início de novas igrejas.

2.3.1 A disposição da IPB Rio Preto para iniciar novas igrejas

A vontade de iniciar novas igrejas tem sido registrada nas metas assumidas pelo Conselho em meados da década passada.[9] Ademais, no Relatório Geral de 2012, eu propus como metas, até 2016, “uma nova igreja organizada, uma nova congregação em andamento e disposição para plantação de três novas igrejas até 2021”.[10] O primeiro alvo foi alcançado com a organização da IPB Aliança em 2013 (com parceria de nossa igreja até 2015). Estão pendentes o início de uma nova congregação em 2016, bem como assumirmos o plantio de três novas igrejas até 2021.

2.3.2 A decisão do Conselho em 04/04/2015

Na reunião do Conselho realizada em 04/04, recebemos proposta da Junta de Missões da Igreja Presbiteriana de Pinheiros (JMP) no sentido de apoiarmos o Projeto 50/10, assumindo a gestão de dois campos com seus respectivos obreiros, sem ônus de sustento dos obreiros. Mesmo com a garantia de que tal sustento seria custeado pelas parcerias já efetivadas pela JMP, dissemos não à proposta por quatro razões.

Primeira: Os recursos para construção do Edifício de Administração e Educação estão chegando ao fim e não há previsão de liberação do empréstimo da Junta Patrimonial no primeiro semestre de 2015. Isso exige corte de despesas e gestão sóbria das finanças, ao passo que a gerência dos trabalhos propostos implicaria em custos (deslocamento, suporte a necessidades não-planejadas etc.) que seríamos obrigados a honrar.

Segunda razão: Não nos sentimos confortáveis em assumir a gestão de dois obreiros que não conhecemos nem contratamos. Constitucionalmente, tais pastores teriam de ser transferidos para o PRIP, impactando o quadro de obreiros da região.

Terceira razão: Sentimos desconforto bíblico com a ideia de plantação de igrejas com prazo determinado (“quatro anos é o tempo médio para organização da igreja”). O Conselho entendeu que, biblicamente, Deus é soberano sobre o tempo e o modo de multiplicação de igrejas. Não consideramos bíblica a imposição de um “cronograma de plantio”.

Quarta razão: Perguntado sobre minha opinião sobre o assunto, especialmente se eu considerava tal proposta prioritária para nossa igreja, compartilhei meu entendimento de que há necessidade urgente de maior envolvimento em algumas demandas locais — iniciativas ministeriais que são úteis à expansão e pastoreio, mas estão ainda engatinhando, como os Grupos nos Lares, evangelização pessoal, discipulado e visitação. Afirmei que é necessário fortalecer e expandir a igreja local de modo que, se Deus quiser, vejamos cheio o novo templo projetado pelo Conselho. Sublinhei que assumir tais campos é coisa séria, pois teríamos de nos envolver zelosa e imediatamente com as questões pastorais, doutrinárias e administrativas de cada trabalho sob nossa jurisdição.

Diante disso, o Conselho resolveu não assumir os campos propostos pela JMP.

2.3.3 A nova possibilidade de 09/05/2015

O Presb. Antonio sente-se tocado por Deus para contribuir financeiramente com a plantação de igrejas presbiterianas no Brasil. Ele compartilhou esta intenção conosco (eu, Presb. Alceu e Presb. Rogério) e com os irmãos da JMP, em 31/03. Desde então, ele tem conversado com os irmãos de Pinheiros, com o Presb. Alceu e com o Rev. Roberto Brasileiro. No dia 28/04 ele reuniu-se comigo e com o Presb. Alceu, ratificando seu intento e apresentando alguns fatos novos.

Abre-se uma oportunidade de início de novas igrejas sob a gerência da Junta de Missões Nacionais da Igreja Presbiteriana do Brasil (JMN), como segue:

  • Os recursos doados pelo Presb. Antonio serão utilizados para adquirir terrenos e construir 50 novos lugares de adoração.
  • Agora há possibilidade de iniciar igrejas também fora de São Paulo, em regiões definidas em diálogo entre a JMN, JMP e o Presb. Antonio.
  • Será elaborado contrato assegurando que as novas igrejas caminhem compromissadas com a sã doutrina e prática da Igreja Presbiteriana do Brasil.

O Presb. Antonio sinalizou que a IPB Rio Preto poderia colaborar com esta iniciativa de duas formas:

  1. Assumindo o plantio de algumas igrejas.
  2. Fornecendo suporte para as 50 igrejas (consultoria doutrinária e treinamento de lideranças e novos convertidos).

Como implementar estas coisas? O restante deste documento pondera sobre isso.

2.3.4 No contexto do Projeto 50/10, assumir o Desafio 7/6

Para implementar o que consta na seção anterior, proponho que, na esteira do Projeto 50/10 da JMP, assumamos o Desafio 7/6. De modo simples, isso significa orar e trabalhar para iniciar 7 novas igrejas em 6 anos (de julho de 2015 a junho de 2021).

Desafio 7/6

Orar e trabalhar para iniciar 7 novas igrejas em 6 anos.

Isso equivale a iniciar uma nova igreja a cada dez meses, como segue:

Jul/15

Ago/15

Set/15

Out/15

Nov/15

Dez/15

Jan/16

Fev/16

Mar/16

Abr/16

Mai/16

Jun/16

Jul/16

Ago/16

Set/16

Out/16

Nov/16

Dez/16

Jan/17

Fev/17

Mar/17

Abr/17

Mai/17

Jun/17

Jul/17

Ago/17

Set/17

Out/17

Nov/17

Dez/17

Jan/18

Fev/18

Mar/18

Abr/18

Mai/18

Jun/18

Jul/18

Ago/18

Set/18

Out/18

Nov/18

Dez/18

Jan/19

Fev/19

Mar/19

Abr/19

Mai/19

Jun/19

Jul/19

Ago/19

Set/19

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Como fazer isso? Se Deus assim aprovar e abençoar, trabalharemos em sete frentes:

  1. Oração.
  2. Reestruturação do Ministério de Missões.
  3. Criação e pastoreio dos novos trabalhos.
  4. Gerência dos recursos e ações para aquisição de terrenos e construção de templos.
  5. Interação com JMN, JMP e outros parceiros.
  6. Motivação e integração do voluntariado da IPB Rio Preto.
  7. Encaminhamento de documentação para organização de novas igrejas e formação de novo presbitério.

1. O primeiro ponto fundamenta o que segue. A igreja de Antioquia foi iniciada porque “a mão do Senhor” estava com os crentes produzindo conversões (At 11.21). As viagens de Paulo iniciaram a partir da direção dada pelo Espírito Santo, num contexto de busca do Senhor (At 13.2-3). Outras partes do registro de Lucas demonstram que Paulo plantou igrejas sob a direção divina (cf. At 9.15-16; 16.6-7).

Esta dependência de Deus reflete-se nas três viagens de Paulo orientadas para a implantação e consolidação de igrejas,[11] realizadas em um período de aproximadamente dez anos. O impacto dessas incursões é descrito por Allen:

Em menos de uma década Paulo estabeleceu a igreja em quatro províncias do Império: Galácia, Macedônia, Acaia e Ásia. Antes de 47 A.D. não havia igrejas nessas províncias; em 57 A.D. Paulo pode falar que seu trabalho foi completado e que ele deseja viajar para o Oeste, sem mostrar-se ansioso de que as igrejas por ele fundadas sofram devido à falta de liderança ou suporte.[12]

Na primeira viagem Paulo e Barnabé saem de Antioquia da Síria, passam por Selêucia e vão para Chipre. Em Pafos testemunham ao procônsul Sérgio Paulo que crê, “maravilhado com a doutrina do Senhor” (At 13.1-12). De lá rumam para Perge e, em seguida, para Antioquia da Pisídia, onde muitos creem (At 13.13-52). Falam na sinagoga de Icônio, com resposta positiva tanto de judeus quanto de gregos (At 14.1). As próximas paradas são Listra e Derbe, onde o evangelho é também anunciado e produz fruto (At 14.8-18, 20-21). A partir desse ponto começa o retorno. Paulo e Barnabé passam pelas cidades recém-visitadas fortalecendo os irmãos, promovendo a eleição de presbíteros e encomendando tais líderes às igrejas. Passam pela Pisídia e Panfília, pregam em Perge, descem para Atália e chegam, por fim, em Antioquia da Síria de onde haviam saído “para a obra que haviam cumprido” (At 14.21-26). A igreja os recebe e se alegra com as notícias por eles transmitidas (At 14.27-28).

A narrativa cobre o período de 46 a 48 d.C.[13] Considerando apenas Listra, Icônio e Antioquia da Pisídia, e reconhecendo que há espaço para a inclusão de outras localidades (Derbe, por exemplo), pode ser afirmado que, em dois anos, foram organizadas — com presbíteros eleitos — três igrejas.

A segunda viagem ocorre após o Concílio de Jerusalém (At 15.1-36). Paulo e Silas saem de Antioquia e passam pela Síria e Cilícia “confirmando as igrejas” (At 15.40-41). Chegam a Derbe e, em Listra, Timóteo se junta a eles (At 16.1-3). Transmitem às igrejas — provavelmente de Listra, Icônio e Antioquia da Pisídia — as decisões do Concílio e estas são fortalecidas e crescem em número (At 16.4-5). Tentam pregar na Ásia. De Mísia tentam ir para a Bitínia, mas terminam aportando na Macedônia (At 16.6-10). A partir de Atos 16.10 a descrição da viagem é feita na primeira pessoa do plural até 16.17, o que é retomado em 20.5. Isso indica a participação do narrador, Lucas, nesses eventos.[14] De Trôade vão para Neápolis e, dali, a Filipos, onde uma igreja é estabelecida (At 16.11-40). Passam por Anfípolis e Apolônia, e chegam a Tessalônica, onde outra igreja é implantada (At 17.1-9). Os irmãos enviam Paulo e Silas para Bereia e surge uma terceira nova igreja (At 17.10-12; cf. 20.4). Paulo prega em Atenas, onde alguns creem e segue para Corinto onde conhece Priscila e Áquila, estabelece outra igreja e permanece por um ano e seis meses (At 17.16-18-11). O retorno dá-se a partir de Corinto para Cencreia, daí para Éfeso (onde deixa Priscila e Áquila) e prega algumas vezes aos judeus. Saindo de Éfeso os viajantes desembarcam em Cesareia e daí, vão para Jerusalém e Antioquia (At 18.18-22).

A segunda viagem ocorre provavelmente de 49 a 52 d.C.[15] O registro de Atos sugere, considerando-se Éfeso, que além do fortalecimento das igrejas anteriormente estabelecidas, foram iniciadas cinco igrejas e um grupo de convertidos em Atenas, em três ou quatro anos.

Na terceira viagem nenhuma igreja é iniciada. Sendo assim, podemos afirmar que, trabalhando na dependência de Deus, em cinco ou seis anos, Paulo organizou oito igrejas e um ponto de pregação. O desafio proposto, repito, é iniciar 7 novas igrejas em 6 anos.

2. Quanto ao segundo ponto, proponho que transformemos o Ministério de Missões em uma Junta de Missões da IPB Rio Preto (JMRio Preto). Destarte, a JM Rio Preto propiciará agilidade e flexibilidade na gestão dos processos pertinentes ao início das novas igrejas.

3. Quanto ao item 3, os novos trabalhos estarão sob responsabilidade da JM Rio Preto. Dito de outro modo, a JM Rio Preto deliberará e pastoreará, sob as vistas do Conselho, a escolha das localidades e obreiros, bem como o levantamento e uso de recursos, assim como o modo de operação de cada ponto de pregação e congregação, até sua organização como nova igreja.

4. Quanto ao item 4, os recursos doados pelo Presb. Antonio serão geridos pela JMN, que os distribuirá à JMP, JM Rio Preto e outros destinatários definidos pela JMN e Presb. Antonio. O modo de distribuição (detalhes documentais e cronograma de liberação dos recursos) será definido também pela JMN e Presb. Antonio.

5. Quanto ao item 5, a JMP nos ajudará com seu know how em aquisição de terrenos, construção dos templos, levantamento de recursos e gestão do dia-a-dia da plantação das novas igrejas.

6. Quanto ao item 6, todos os trabalhos iniciados agregarão voluntários e impactarão a agenda anual da IPB Rio Preto. Organizaremos incursões de evangelização-testemunho, abrindo espaço para que os membros da igreja dediquem seus dons e obtenham experiência com plantação de igrejas. Ademais, os que se sentem chamados ao ministério missionário ou pastoral serão colocados em contextos de serviço prático, confirmando suas vocações e produzindo frutos antes do envio a institutos bíblicos e seminários.

7. Quanto ao item 7, diferente do Projeto Paulo e outras iniciativas de plantação de igrejas, o Desafio 7/6 objetiva também agregar as novas igrejas ao PRIP para, em seguida, fomentar o início de um novo presbitério. Entendemos que a região circunvizinha (nossa Judeia) contém municípios sem trabalho presbiteriano e que o trabalho conciliar seria revigorado com o surgimento de um novo presbitério.

2.3.5 Suporte da IPB Rio Preto às 50 novas igrejas

A IPB Rio Preto ajudará a JMP, bem como outras igrejas contempladas, de cinco maneiras:

  1. Primeiro, produzindo e distribuindo material digital e analógico para capacitação de líderes e novos membros.
  2. Cedendo sua estrutura do CTP (ipbriopreto.org.br/ctp/) para publicação de conteúdos úteis para a capacitação de lideranças e membros das novas igrejas.
  3. Cedendo sua estrutura física (salas de aula do Edifício de Educação Cristã) para realização de reuniões e seminários para treinamento de líderes e membros de igrejas que estão sendo plantadas na região.
  4. Cedendo sua chácara para hospedagem de equipes missionárias da Igreja de Pinheiros, em suas incursões para visita aos campos por eles jurisdicionados.
  5. Realizando treinamento in loco em todos os 50 campos, organizados em agenda aprovada pelo Conselho da IPB Rio Preto.

As lideranças das igrejas envolvidas no projeto (Igreja de Pinheiros, IPB Rio Preto e outras) interagirão com vistas a colaborar umas com as outras com pessoal, recursos e ideias, visando o bom andamento dos trabalhos.

2.3.6 Os passos para início e organização de novas igrejas

Respeitando os termos do 2º capítulo da Constituição Interna da Igreja Presbiteriana do Brasil (CI/IPB), iniciaremos novas igrejas dando os seguintes passos:

  1. Orar e motivar o voluntariado da IPB Rio Preto.
  2. Orar e iniciar contatos com a localidade:
    1. Teste de solo (avanço evangelístico; verificação de receptividade inicial ao evangelho).
    2. Pesquisa demográfica (quantas igrejas estabelecidas; quantas e quais igrejas mantendo pontos de pregação ou congregações; outros dados pertinentes).
    3. Disponibilidade de área propícia para aquisição e construção de templo.
  3. Orar e eleger localidade.
  4. Orar e buscar recursos financeiros (parcerias).
  5. Orar, contratar e instalar obreiro (voluntários, candidatos ao Sagrado Ministério, evangelistas ou ministros ordenados).
  6. Orar, localizar, alugar, adaptar e equipar local das reuniões provisórias.
    1. O lugar para as reuniões deve ser de fácil acesso, amplo e bem localizado.
    2. Deve ser providenciado o mobiliário básico para o trabalho: Assentos para 40 pessoas, caixa amplificada com microfone e púlpito portátil).
    3. Deve ser providenciada placa de identificação do trabalho, com os dizeres “IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL”, o versículo “CRÊ NO SENHOR JESUS E SERÁS SALVO, TU E TUA CASA” (At 16.32) e logotipo da denominação.
    4. Deve ser providenciado material de divulgação: Folder (5000), faixas (2), divulgação em rádio ou por carros de som (de acordo com a necessidade verificada), folhetos evangelísticos (10000) e Bíblias (500).
  7. Orar, iniciar reuniões e agregar pessoas.
  8. Orar, localizar, adquirir e documentar terreno (o lugar para o novo templo deve ser de fácil acesso e bem localizado). Contratar e iniciar construção.
  9. Orar e supervisionar implementação (doutrinação, treinamento de lideranças e responsabilização da membresia).
    1. A JM Rio Preto acompanha o andamento do trabalho através de visitas regulares e relatórios trimestrais (analisados pelo Conselho).
    2. A JM Rio Preto verifica se o trabalho é desenvolvido dentro dos padrões estabelecidos pelo Conselho da igreja.
  10. Orar e inaugurar novo templo (com presença maciça da igreja sede).
  11. Orar e viabilizar organização da nova igreja.
  12. Orar, organizar a igreja e entregá-la ao novo Conselho e presbitério.

Os critérios para eleição de localidades são explicados a seguir.

2.3.7 Critérios para escolha de localidades

Antes de tudo, queremos estabelecer novos trabalhos onde Deus mandar. Entendemos que o discernimento subjetivo da orientação divina é facilitado ao assumirmos alguns padrões de escolha objetivos. Sendo assim, priorizaremos as seguintes localidades na abertura de novos trabalhos:

  • Onde não haja igreja protestante ou evangélica (Rm 15.20-21).
  • Onde haja receptividade imediata ao trabalho (Mc 6.7-11; At 13.44-46; 18.5-6).
  • Onde haja crentes dispostos a crescer e necessitados de pastoreio (At 11.22).
  • Onde não haja Igreja Presbiteriana do Brasil.
  • Onde haja possibilidade de organização rápida.
  • Onde haja possibilidade de reprodução da nova igreja.[16]
  • Onde seja possível acompanhamento constante e cuidadoso da Junta de Missões da IPB Rio Preto.

O tempo de dez meses, antes do início de um novo trabalho, é dedicado aos primeiros contatos da JM Rio Preto com a cidade escolhida.

2.3.8 Início de igrejas em solos receptivos

Igrejas são iniciadas em comunidades receptivas ao evangelho.

O teste de solo citado anteriormente contempla uma pesquisa demográfica realizada com o fim de verificar o potencial da localidade onde se deseja iniciar uma igreja.

Esta receptividade continuará sendo testada observando-se o desenvolvimento integral do trabalho e fazendo-se ajustes pertinentes, a cada trimestre. Os recursos serão deslocados dos campos improdutivos para os campos “prontos para a colheita” (Lc 9.5, 10.8-12; Jo 4.35; At 19.8-9).[17]

2.3.9 Expectativa de trabalho

Eis nossa expectativa de trabalho (plantio e rega). Sabemos que o crescimento vem do Senhor (1Co 3.6-7; Mc 4.3-8, 26-29; Pv 16.1-3).

Primeiros seis meses:

  • As pessoas da cidade são contatadas (visitação pelo obreiro).
  • São implementadas atividades evangelísticas e doutrinárias. A JM Rio Preto fornece o material para preparação dos novos convertidos para o batismo e profissão de fé.
  • Os primeiros crentes são recebidos.
  • O obreiro recebe apoio espiritual, de companheirismo, ministerial e material da JM Rio Preto.

Segundo semestre:

  • As atividades do primeiro semestre continuam a ser realizadas.
  • A doutrinação é aprofundada e estendida.
  • O compromisso financeiro dos novos crentes é estabelecido.
  • Os líderes em potencial são identificados.
  • As sociedades internas são apresentadas.
  • O obreiro recebe apoio espiritual, de companheirismo, ministerial e material da JM Rio Preto.

Terceiro semestre:

  • As atividades do primeiro e segundo semestres continuam a ser realizadas.
  • Os líderes são treinados. A JM Rio Preto fornece o material e obreiros para o treinamento de novos líderes.
  • As sociedades internas são criadas e federadas.
  • A arrecadação é fortalecida.
  • O obreiro recebe apoio espiritual, de companheirismo, ministerial e material da JM Rio Preto.

Quarto semestre:

  • As atividades do primeiro, segundo e terceiro semestres continuam a ser realizadas.
  • A igreja é orientada nos seus documentos confessionais e no Manual Presbiteriano. A JM Rio Preto fornece o material e obreiros para o treinamento da igreja.
  • O obreiro recebe apoio espiritual, de companheirismo, ministerial e material da JM Rio Preto.
  • A igreja é organizada.

A presente proposta de expansão entra em vigor a partir de 09 de maio de 2015.

Rev. Misael Batista do Nascimento (redator).

Conselho da IPB Rio Preto (aprovação).

Notas

[1] CALVINO, João. As Institutas: Edição Clássica. São Paulo: Cultura Cristã, 2006, III.XX.42 (p. 369). v. 3.

[2] Para compreender adequadamente o significado e modo de cumprimento da Grande Comissão, cf. NASCIMENTO, Misael. Discipulado Integral. São José do Rio Preto: Edição do autor, 2014, seção 1.3 O Discipulado de Jesus.

[3] NASCIMENTO, Misael. Grupos de Igreja nos Lares: Início Rápido. São José do Rio Preto: IPB Rio Preto, 2014.

[4] Estimativa do IBGE para julho de 2014. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Região_Metropolitana_do_Vale_do_Para%C3%ADba_e_Litoral_Norte>. Acesso em: 07 Mai. 2015.

[5] Dados disponíveis em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/São_José_do_Rio_Preto>. Acesso em: 07 Mai. 2015.

[6] Analisamos os dados a partir de janeiro de 2010, considerando que naquela ocasião iniciou-se meu trabalho como pastor-efetivo da IPB Rio Preto.

[7] Cf. O texto da Bíblia comemorativa dos 70 anos: “Entre os planos que a igreja tem para a próxima década, apresentamos aqueles que são mais prioritários em sua agenda: […] Implantação do ministério de células” (p. 16). E ainda o alvo 5 das reuniões de planejamento de 19/03 e 16/04/2011: “Reorganizar grupos familiares”. Disponível na página de Planejamento da igreja: <http://www.ipbriopreto.org.br/conheca-nos/planejamento/>. Acesso em: 07 Mai. 2015.

[8] Alvo 8: “Cada presbítero um discipulador”. Cf. página de Planejamento, op. cit., loc. cit.

[9] Cf. O texto da Bíblia comemorativa dos 70 anos: “Entre os planos que a igreja tem para a próxima década, apresentamos aqueles que são mais prioritários em sua agenda: […] Plantação de uma congregação na zona sul da cidade” (p. 16).

[10] NASCIMENTO, Misael. Relatório Geral de 2012. São José do Rio Preto: IPB Rio Preto, 2012, p. 21.

[11] Evito atribuir a estas viagens o título “missionárias”, assim como, a Paulo e seus companheiros o título “missionários”. Ainda que se reconheça a aceitação universal dessa nomenclatura, o fato é que a palavra “missionário” não se encontra em Atos — e nem no restante do NT. No texto bíblico os seguidores de Jesus, de modo geral, são “irmãos” (At 1.15), “testemunhas” (At 1.8), “crentes” (At 5.14), “discípulos” (At 6.1) e “cristãos” (At 11.26), e os que ocupam ofícios são designados “apóstolos” (At 1.2), “profetas” (At 11.27), “presbíteros” (At 14.23) ou “bispos” (At 20.28) e “evangelistas” (At 21.8).

[12] ALLEN, Roland. Missionary Methods: St. Paul’s or Ours? Grand Rapids, Michigan: Wm. B. Eerdmans Publishing Co., 2001, p. 3, tradução nossa.

[13] DOWLEY, Tim. (Ed.). Atlas Vida Nova da Bíblia e da História do Cristianismo. 1. ed. reimp. 1998. São Paulo: Vida Nova, 1997, p. 68. ALLEN, op. cit., loc. cit., entende que a primeira viagem foi iniciada em 47 d.C.

[14] MARSHALL, I. Howard. Atos: Introdução e Comentário. 1. ed. reimp. 1985. São Paulo: Mundo Cristão; Vida Nova, p. 249. (Série Cultura Bíblica). KISTEMAKER, Simon. Atos. São Paulo: Cultura Cristã, 2006, p. 122. (Comentário do Novo Testamento). v. 2.

[15] DOWLEY, op. cit., loc. cit.

[16] Allen chama a atenção para o fato de Paulo abordar não apenas cidades isoladamente, mas províncias. Ele nota ainda que o trabalho é realizado dentro dos limites da administração romana e estabelece centros de vida cristã em algumas localidades importantes (op. cit., p. 12). Mais: As igrejas iniciadas por Paulo estão inseridas em centros da administração romana, da civilização grega, da influência judaica ou de comércio pujante (ibid., p. 13). A administração romana providencia não apenas proteção dos inimigos externos, o que possibilita a realização de viagens e outras iniciativas de propagação da fé, mas uma estrutura legal que permite a Paulo e aos discípulos proteger-se da violência interna incitada pelos judeus (ibid., loc. cit.). Michael Green (cf. GREEN, Michael. Evangelização na Igreja Primitiva. 2. ed. São Paulo: Vida Nova, 2000, p. 12-14) fala da PAX ROMANA como um dos caminhos da providência para a evangelização mundial. A civilização grega, por sua vez, contribui com a estrutura cultural, uma base comum de referenciais e linguagem, especialmente, a tradução do AT em grego, a LXX. A educação grega fornecida nas cidades visitadas por Paulo permite a comunicação em termos compreensíveis (ALLEN, op. cit., p. 14; GREEN, op. cit., p. 14-21). O judaísmo é uma porta para a pregação. De cidade em cidade, Paulo é recebido nas sinagogas como um irmão — ainda que perseguido posteriormente — e argumenta com base na Escritura, a fim de provar que Cristo é o Messias (At 13.5,14-15, 17.1, 10, 18.4,19, 19.8; cf. ALLEN, op. cit., p. 15; GREEN, op. cit., p. 21-26). Nos centros comerciais transita grande quantidade de pessoas e abre-se espaço para um maior intercurso de ideias. A característica cosmopolita dessas cidades as torna núcleos de difusão do evangelho (ALLEN, op. cit., p. 15-16).
O Dr. Augustus Nicodemus (LOPES, Augustus Nicodemos. Paulo, Plantador de Igrejas: Repensando Fundamentos Bíblicos da Obra Missionária. In: Fides Reformata, v. II, n. 2 (jul./dez. 1997), p. 12), reportando-se a um trabalho de F. F. Bruce (BRUCE, F. F. Paul, Apostle of the Free Spirit. ed. rev. 1980. reimp. 1992. Carlisle, Pa.: Paternoster Press, 1977, p. 314-315), afirma que Paulo estabelece três centros estratégicos: “Tessalônica como base para a província da Macedônia; Corinto como base para a província da Acaia e Éfeso como base para a Ásia proconsular”.

[17] Segundo a direção soberana do Espírito Santo, trabalhos não-consolidados podem ser sustentados indefinidamente, desde que reconhecidos como pontos estratégicos de pregação.