Desafios ao presbiterianismo

Em 12 de agosto celebramos 155 anos de presbiterianismo no Brasil. Nossa igreja chegou ao país por meio de Ashbel Green Simonton, que morreu com apenas 34 anos. Tocado por um avivamento, ele iniciou seus estudos em Teologia na Universidade de Princeton. Ainda no primeiro semestre de estudos, sentiu-se desafiado por uma mensagem do Dr. Charles Hodge e dedicou sua vida à obra missionária. Foi ordenado em 1859 e, em 12 de agosto do mesmo ano, chegou ao Brasil.

Isso significa que a Igreja Presbiteriana do Brasil foi forjada no fogo do avivamento, da doutrina sadia e da consagração missionária. Quais as implicações disso para a geração atual?

Primeiramente, a igreja recebe e desfruta do “dom de Cristo” (Ef 4.7). Pra que isso aconteça, permanecemos no puro evangelho da graça de Deus (Gl 1.8-9). Rejeitamos tanto o mundanismo (a vida entregue ao pecado) quanto o legalismo (a exigência de perfeição absoluta antes da glória e a espiritualidade pautada em regras religiosas). Apegamo-nos unicamente à Palavra de Deus como regra de fé e prática.

Segunda implicação: A igreja serve com os dons do Espírito Santo (Ef 4.8; Rm 12.3-8; 1Co 12.4-11). Aceitamos o chamado para o serviço e sacerdócio universal, usando os dons espirituais na expansão do reino e edificação do corpo (1Co 12.12-30; 1Pe 4.7-11). Ao invés de sermos uma plateia centrada em um “sacerdote” ou “pastor”, somos um organismo vivo dependente do Sumo Pastor, nosso Senhor Jesus Cristo (Jo 15.5).

Em terceiro lugar, a igreja testemunha como dom de Deus para o mundo, dedicando-se à evangelização e discipulado (Mt 28.18-20; Mc 16.15-16; Lc 24.44-49; At 1.8; Jo 20.21-23 ).

A prática destas três coisas confirma nossa fidelidade ao legado de Simonton. Esse santo tripé produz impacto duradouro.

Pr. Misael. Publicado no Boletim 242 | 17 de agosto de 2014.

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