Em greve

As últimas semanas foram de turbulência — novamente — para o país. Conduzida pelos caminhoneiros, uma nova greve conseguiu produzir bastante apreensão e incômodo nos mais diversos setores da sociedade. Fatores econômicos experimentaram desordem; o campo político amargou mais uma crise; o judiciário se viu às voltas com decisões sobre a eficácia de qualquer determinação a um grupo de autônomos; e para o cidadão comum, a falta de gasolina e etanol causou intenso transtorno. Como ficamos nós?

Alguns aspectos são claros o suficiente para compor nossa visão de movimentos dessa natureza. Existem nas agitações dos dias recentes, profundas lições que deveríamos considerar:

  1. Somos pó. Pensamos ter a vida nas mãos, e basta alguns caminhões pararem para perceber que nosso controle e estabilidade é uma ilusão. Uma visão real de nossa fragilidade pode fazer muito bem ao nosso coração.
  2. Deus é o provedor último. Se somos frágeis, cederemos ao desespero e viveremos em agonia? Deus provê para os seus filhos. O maná não depende das rodovias.
  3. É preciso paciência e discernimento. Talvez o impulso seja de, prontamente, apoiar ou condenar certas causas. A maioria das pessoas levantaria a voz contra o abuso dos tributos no Brasil. Mas logo vozes da esquerda e da direita buscaram capitalizar o movimento. Nosso discernimento na hora de manifestar apoio ou reprovação é necessário, sob pena de sermos manipulados.

Esse não foi o primeiro e nem o último protesto turbulento na nação. Devemos lembrar que o Deus soberano continua no trono.

Rev. Allen

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