Fidelidade no pouco

Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor (Mateus 25.21).

Estas palavras chamam minha atenção, a começar pela saudação aos crentes: “Muito bem […] entra no gozo do teu senhor”.  Como o Altíssimo é gentil; ele nos elogiará e destacará nossa bondade e fidelidade: “Muito bem, servo bom e fiel”. Porque fomos fiéis “no pouco” seremos colocados “sobre o muito” e desfrutaremos do reino.

Isso impressiona porque, olhando para nosso desempenho, não somos bons nem fiéis. No mesmo Evangelho lemos que somente Deus é bom (Mateus 19.17). Isso é assim porque, diante dele, nossas melhores obras são imundas (Isaías 64.6).

De onde vem esta bondade e fidelidade? De Cristo somente. Os que creem nele são cobertos por sua justiça e santificados pelo Espírito, para glória de Deus Pai (Romanos 4.11; Gálatas 5.22-25). Dito de outro modo, somos bons e fiéis no bendito Redentor. Toda avaliação que Deus faz de nós passa pela obra consumada do Filho e até mesmo as acusações diabólicas são rebatidas por nosso Advogado de defesa (João 5.24; 1João 2.1-2; cf. Zacarias 3.1-10).

Alcançados por tão grande salvação, amamos ao Senhor e organizamos nossa vida em torno de seus propósitos (Mateus 6.33; 16.24-25; 22.35-40). Nossas obras, purificadas no sangue do Cordeiro, tornam-se agradáveis ao Pai (2Coríntios 5.9; Efésios 2.10; Tito 2.11-14; 1Pedro 2.5). Daí, servimos; não buscando “coisas grandes”, mas atentando para o “pouco” (cf. Salmos 131.1). As ações fiéis nos acompanharão na eternidade (Apocalipse 14.13).

Isso nos convida a olhar para a origem da salvação e seu fruto. Estamos em Cristo? Se sim, enxergamos evidências, em nossas almas e ações, de bondade e fidelidade? Somente nele somos bons e fiéis. Por sua graça e apresentando frutos excelentes seremos recebidos com alegria nas mansões celestiais.

Pastoral publicada no Boletim 99, de 20/11/2011. Rev. Misael.

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