A igreja de amanhã

O que esperamos da Igreja Presbiteriana de São José do Rio Preto da próxima década? Quais nossas expectativas para nossa igreja — a igreja de amanhã? Eis algumas respostas possíveis.

Alguns nem pensam nisso. Interagem com a igreja orbitando em torno de suas crises e anseios pessoais. São “crentes-clientes”. Não vivem a igreja como “corpo de Cristo” e sim como fonte de alívio de suas próprias ansiedades.

Outros são saudosistas. Olham o tempo todo para trás. Imaginam que a melhor coisa que poderia acontecer é a igreja voltar aos bons tempos de 1940 ou 1960. Sendo assim, não acolhem novas visões de futuro. Colocam-se ao largo de qualquer nova proposta de serviço cristão e aproveitam cada ocasião para afirmar que “isso não vai dar certo porque nossa igreja sempre foi desse jeito”.

E há os que sonham com torres de cristal e púlpitos flutuantes. É possível dar asas à imaginação e visualizar uma igreja com altos recursos tecnológicos, agenda eletrizante e membresia virtualmente incontável. O problema aqui é: Será que tal visão é biblicamente defensável? Procede de Deus ou não passa de projeção de devaneios humanos? Não basta sonhar com a igreja do futuro. É importante que o sonho seja bíblico e dirigido pelo Espírito Santo.

A melhor proposta para a igreja de amanhã é esta: Que ela seja uma igreja segundo o coração de Deus. Nós meditamos na Palavra e oramos, atentos à voz do Senhor. Pouco a pouco, nosso coração vai sendo alinhado à vontade divina, e nessa intimidade, começamos a ver esta “nova igreja, para um novo tempo e um novo templo”. Ela não é o ajuntamento dos indiferentes, nem dos saudosistas, nem dos desmiolados, mas o corpo de Cristo vivo, solidamente firmado na verdade da Escritura, dinamicamente atrelado à história, desenvolvendo-se como organismo suprido pela “videira verdadeira” (João 15.1).

Pr. Misael. Publicado no Boletim 354 | 09 de outubro de 2016.

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