Novos crimes, antigas posturas (3)

Seguimos na conversa sobre a criminalização da “homofobia”. Caso você deseje ver como chegamos aqui confira as pastorais dos últimos dois boletins, publicadas em http://www.ipbriopreto.org.br/blog.

Os princípios para melhor compreendermos e respondermos a esse desafio podem ser resumidos nos seguintes tópicos:

  1. Somos chamados, pela Escritura, a demonstrar graça.
  2. Rejeitamos a camisa de força semântica chamada “homofobia”.
  3. Rejeitamos a pressão secularista e dualista que a agenda LGBTI nos impõe.

E assim podemos continuar:

  1. Somos comissionados a chamar os homens ao arrependimento. Chamar ao arrependimento implica denunciar o erro. Porque Deus é santo, o pecado deve ser reconhecido e abandonado. A mensagem do evangelho anuncia a feiura do pecado e a beleza da graça de Deus. Os dois aspectos devem ser mencionados: se apresentarmos apenas a feiura do pecado, levaremos as pessoas ao desespero; se anunciarmos apenas a graça, ninguém entenderá por que ela é necessária.

Tudo isso deve ser reconhecido porque, nessa tarefa de chamar os homens ao arrependimento, é nosso dever diante de Deus e também é manifestação de amor ao próximo afirmar os desvios sexuais como pecado e chamar os LGBTI ao arrependimento.

Projetos de lei que visam criminalizar a “homofobia” tendem a não fazer a distinção entre críticas preconceituosas e o anúncio do pecado como manifestação de amor. Isso significa que a comunicação cristã será mal interpretada em diversas ocasiões, e que os cristãos serão alvo de tais leis.

Mas, se entendemos que a fé é concedida mediante a pregação do evangelho, se o nosso compromisso com Deus é maior do que o temor de homens, se o nosso amor pelos perdidos é maior do que o apego ao nosso conforto, então teremos de denunciar o comportamento LGBTI como ofensivo à santidade de Deus, e apontar para a graça salvadora de Jesus.

Tal comunicação jamais deve ser pretexto para ofensas gratuitas ou manifestação de preconceito. A denúncia do pecado visa alertar o pecador quanto a sua condição, e ganhar o seu coração. Não seremos desrespeitosos no trato, nem seremos intimidados por qualquer lei que tente nos constranger a ficar calados. [Continua…]

Pr. Allen

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