O muito que dá em nada

Na semana passada me deparei com três textos que chamaram minha atenção. O primeiro consta no clássico sobre leitura, Como Ler Livros, de Mortimer J. Adler e Charles Van Doren:

O sujeito que leu muito, mas leu mal, deveria ser condenado, e não elogiado. […] O ideal da boa leitura é aplicar as regras aqui descritas à leitura de um único livro, em vez de tomar contato superficial com
muitos livros.¹

O segundo é de Daniel J. Levitin:
Nossos cérebros possuem, sim, a capacidade de processar a informação que recebemos, mas a um custo: podemos ter dificuldade em separar o trivial do importante, e processar toda essa informação cansa.²

O terceiro texto foi escrito sob inspiração do Espírito Santo, pelo “pregador” do Eclesiastes:

Além do mais, meu filho, leve em conta o seguinte: não há limite para fazer livros, e o muito estudar é enfado da carne (Ec 12.12).

Nosso tempo é contado. Premidos por demandas e hiperconectados em rede, corremos risco de ser afastados da conexão mais importante, com Deus. De deixar de lado a leitura meditativa (sempre da Bíblia, e se possível, de bons livros). De parar, respirar e orar sem pressa. Nossa mente não dá conta de tudo ao mesmo tempo. O perigo é perder-se lidando com o “muito” e no fim das contas, obter “nada”.

Que Deus nos ajude a organizar mente e coração.

Rev. Misael.

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