Salvo, santo, servo

Pastoral

Uma forma interessante de resumirmos os resultados da aplicação do evangelho em nossas vidas é utilizando o critério dos três “s”. Primeiramente o cristão é alguém salvo pela graça que opera através da fé (Efésios 2.8-9). Ser salvo é experimentar a regeneração, uma obra do Espírito Santo que nos concede uma nova natureza e que também é chamada de “novo nascimento”. Conforme o Senhor Jesus, “quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus” (João 3.5). Esta operação divina no coração é a primeira marca do verdadeiro discípulo.

O Cristão é alguém santo (1Coríntios 1.2). Isso aponta para duas ações divinas: Na conversão, Deus nos separa para ele e, a partir de então, inicia em nós uma obra progressiva de aperfeiçoamento moral (Efésios 1.4, 12, 4.1-6.20). Esta é uma marca distintiva: ausência de santidade implica em ausência de conversão. O Espírito Santo, que reside em nós, produz purificação e frutos de justiça (Romanos 8.1-11; 1João 1.7-10; Apocalipse 14.1-5, 19.7-8).

O cristão é um servo (Tito 1.1). O sentido bíblico desta palavra é radical: O crente não mais pertence a si mesmo. Ele não tem direitos à parte da bondade de seu Senhor. Ele vive para servir ao seu Proprietário. Ele não estabelece regras ou condições, mas obedece integralmente às ordens de seu Soberano. De acordo com as parábolas de Mateus 24.25 a 25.46, quanto ao destino eterno, existem somente dois tipos de pessoas, aquelas que servem o reino, dão frutos e são salvas e aquelas que vivem leviana e irresponsavelmente e vão para o inferno, independentemente do quanto pareçam religiosas Os servos são dedicados, sempre encontrados fiéis quando chega o seu Senhor. Por isso recebem elogios e a bênção da salvação.

A igreja é a comunidade dos três “s”. Salvação, santificação e serviço são desfrutados e concretizados enquanto se ora, se evangeliza, se experimenta a docência do Espírito mediante a Palavra e os sacramentos, se exercita o mútuo pastoreio em amor e se engaja em tarefas relacionadas ao reino.

Se você não vive tais realidades, saiba que você está junto mas não dentro da igreja. Estar junto dos crentes é agradável, mas quando o Senhor retornar, estes que ficam apenas próximos do reino serão condenados. O bom mesmo é estar dentro da igreja, experimentar salvação, santificação e serviço. Isso não apenas garante uma boa dose de alegria nesta existência, como também assegura a vida eterna.

Publicado no Boletim 010.

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