A consolação única e suficiente

A consolação única e suficiente

Um grupo de pastores compartilhou os seguintes questionamentos, na última quinta-feira:

Cremos na soberania de Deus, cremos que ele governa sobre tudo e sobre todos e cremos que nada acontece nesta terra se o céu não liberar. A pergunta é: Por que [o] Senhor nos privar da presença de suas ovelhas? Será que Deus não estava aguentando os nossos cultos e mandou cancelá-los? Tudo isso é muito triste! Alguém tem alguma resposta para acalentar o meu coração?

Eis minha resposta: A primeira coisa a dizer é que nós não somos habilitados, nem nunca seremos, a adentrar nos recônditos do Conselho de Deus. Dele só conhecemos o que nos é revelado em sua Palavra. O que podemos é arrazoar. E cuidar para que nosso arrazoado seja edificante, para saúde de nossa alma.

Podemos cogitar, quanto à primeira pergunta, que não é implausível Deus nos conduzir para que aprendamos a viver “nele”, desenvolvendo interioridade e profundidade. A graça de Deus pode estar trabalhando em nós corações que se voltam mais intensamente para Deus e são supridos nele.

A segunda questão, sobre um possível descontentamento divino sobre nossos cultos, é simplesmente impossível de ser aferida, muito menos respondida em um contexto de pandemia global. O mais adequado é, nesta hora, traçar o círculo em torno de nós mesmos, fazer confissão pessoal de pecados, encomendar nosso coração aos cuidados do Espírito Santo e prosseguir adorando e sendo úteis uns aos outros em amor. A consolação para nosso coração nesta hora (única e suficiente) é o evangelho. Deus nos amou. Está conosco até a consumação. E estará eternamente (Jo 3.16; Mt 28.20; Jo 14.1-3).

Pr. Misael.