Deus bondoso

Na primeira epístola do apóstolo Pedro para as cinco províncias romanas, localizadas na região em que hoje se encontra a Turquia, vemos logo no início, uma profunda exposição da obra de Cristo: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” (1Pe 1.3).

Essa obra maravilhosa de salvação deveria encher os corações de alegria enquanto as coisas não estivessem bem: “Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações” (1Pe 1.6). Já no final
desse primeiro capítulo, temos a orientação para que o testemunho e a conduta estejam de acordo e orientados pela Palavra de Deus. No entanto, essa conduta seria fruto de graça em disposição ativa em obediência: “Por isso, cingindo o vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que vos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo” (1Pe 1.13).

Pedro indica uma reflexão muito direta: “se é que já tendes a experiência de que o Senhor é bondoso” (1Pe 2.3). Sendo assim, todas as instruções e repreensões desta carta não são um conjunto de apontamentos legalistas, mas sim um convite gracioso para que a caminhada de santidade seja percorrida em resposta à bondade de um Deus Santo que ama seu povo. Desfrutemos dessa obediência em santidade, que sobretudo está ligada, em Cristo, à experiência de que o Senhor é bondoso e ama a sua igreja.

Seminarista Robson.