Justiça e misericórdia

Justiça e misericórdia

No último domingo o pastor Allen nos trouxe uma preciosa mensagem sobre a missão da igreja em tempos de coronavírus.

O relato sobre Jesus acalmando a tempestade (Mt 8.23-27) nos remete e, ao mesmo tempo, contrasta com o relato sobre Jonas, o profeta mais paradoxal da Bíblia, pois, ao mesmo tempo que não quer pregar, sua pregação levou uma cidade inteira (Nínive) ao arrependimento. Contrasta porque, com Jonas no barco tudo vai muito mal, diferentemente de Cristo, que vai tudo bem! E a muitos tem matado!

A mensagem nos relembra a importância de levarmos às pessoas uma mensagem de esperança, consolo e arrependimento. Mas, o livro do profeta Jonas também nos faz
lembrar de algo que nos impede de levar a mensagem do evangelho às pessoas: a tal da justiça própria. Ela impede que obedeçamos a Deus.

Enquanto o vento (Jn 1.4, 4.8), o mar (Jn 1.15), o peixe (Jn 1.17, 2.10), a planta (Jn 4.6) e a lagarta (Jn 4.7) obedecem a Deus, Jonas, o crente, desobedece e foge, pois não concorda com a salvação de seus inimigos (ninivitas), preferindo o juízo sobre eles.

Como anda nosso coração? Como temos visto toda essa situação em que muita gente está aflita e sem esperança? Que nosso coração seja inundado pela misericórdia de Deus que nos alcançou e, assim, possamos ser instrumentos de misericórdia na vida de outras pessoas.

Marcus Vinicius Prisco dos Santos.