Não fosse o Senhor (conclusão)

Não fosse o Senhor (conclusão)

Continuamos olhando para o salmo 124, onde lemos duas vezes a expressão “não fosse o Senhor”. Eu disse antes que, “não fosse o Senhor”, nós seríamos vencidos pelo mal (v. 2-5).

Notemos a beleza do discernimento de Davi, célebre por suas batalhas e que conhecia estratégias de guerra. Ele não se gloriou em sua capacidade ou nos méritos de seus guerreiros. Pelo contrário, reconheceu que, se estava vivo, era por causa do cuidado de Deus, ou seja, “não fosse o Senhor”, ai dele.

Esse modo de Deus nos conservar nos enche de otimismo bíblico e nos dispõe a bendizê-lo em todo tempo (1Ts 5.8-11; Sl 34.1). Podemos exaltar ao Senhor, mesmo que tenhamos sido feridos. Não fosse ele ao nosso lado, teria sido muito pior.

Por fim, “não fosse o Senhor”, seríamos almas cativas (v. 6-7). O salmo fala do “passarinheiro” (cf. Sl 91.3), uma referência ao adversário que nos espreita, desejoso de nos prender com ciladas. É certo que a redenção traz consigo libertação; na regeneração os vínculos e opressões do pecado e de Satanás são quebrados (Jo 8.36; Ef 2.1-10; Cl 1.13; 2Co 5.17). Mas Deus também nos liberta de ciladas frequentes. Ciladas externas, do mundo e de Satanás e internas, de nossa carne.

Deus não nos abandona nas batalhas. Ele está conosco, quanto mais precisamos dele. Se a luta contra o pecado se tornou renhida, tudo se fez trevas e pareceu que o poder do inferno se levantou, unânime, contra nós, “não fosse o Senhor, que esteve ao nosso lado”, certamente nós teríamos sido dados por
“presa aos dentes deles” (v. 1,6).

Pr. Misael.

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