O amor aos descrentes

O amor aos descrentes

Você já prestou atenção a Mateus 5.43-48? Jesus nos manda amar tanto aos crentes quanto aos descrentes: “amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (Mt 5.44).

Fácil de falar. Difícil de praticar. Quem é ou quem são nossos inimigos?

No contexto de Mateus, nosso Senhor se refere aos inimigos de Israel: os romanos (dominadores cruéis), gregos (imorais, idólatras e racionalistas) e demais gentios. Em nosso contexto, qualquer pessoa ou instituição que milita contra os valores judaico-cristãos da cultura ocidental; nossos parentes, vizinhos e conhecidos que, por mais que alertemos, prosseguem em sua caminhada de enfrentamento contra tudo o que a Bíblia ensina; aquele indivíduo que conhecemos muito bem, que nos chateia e espezinha (rouba nossa paz). O que fazer com estes?

De acordo com Jesus, o amor é a única coisa que pode mudar pessoas. Havia uma distorção do ensino do Antigo Testamento, pois alguns diziam que é preciso odiar os inimigos. O fato, porém, é que não encontramos tal orientação expressa no Pentateuco. Algo próximo disso aparece em Salmos 3.7; 139-21-22, mas não podemos compreender como correspondente à vontade de Deus revelada em Jesus Cristo.

Pense agora naquilo (ou naquele) que, a seu ver, prejudica a vida cristã. Em seguida, olhe para Mateus 5.44. Você consegue amar aos inimigos? É possível proceder como Deus, que “faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos”? Jesus responde não apenas “sim”, mas também, “devei”.

Pr. Misael.