O ipê e o prisioneiro

O ipê e o prisioneiro

Esta semana, já cansado em trafegar por uma estrada perigosa, de repente, um ipê florido despontava no horizonte. Os buracos daquela via, simplesmente, desapareceram diante de tanta beleza. Lembrei–me da música “O ipê e o prisioneiro” nas vozes de Liu e Léu. Depois de viver uma tragédia em sua vida, aquele homem, preso há muitos anos em uma cela escura, ganhava vida e esperança quando observava pela janela gradeada um ipê florido a crescer do lado de fora do cárcere. Em um trecho da canção, o compositor se derrama: “Só uma diferença há entre nós agora: aqui dentro as noites não tem mais aurora, quanta claridade tem você lá fora”.

Uma noite sem aurora é um dia que não amanhece. O pecado trouxe isso à humanidade: noites sem aurora. Escuridão que não passa. Mas havia esperança para aquele homem: o ipê florido, sua claridade, sua beleza renovavam suas forças para enfrentar os dias na prisão dando-lhe a certeza de que dias melhores chegariam.

Jesus Cristo é mais do que um ipê florido: Ele é a “brilhante estrela da manhã” (Ap 22.16) e todos aqueles que contemplam a beleza de Deus estampada na face de Cristo (2Co 4.6; Cl 1.15) são alcançados por sua luz (2Co 4.4), renovam suas forças e esperanças em meio ao caos e à imperfeição deste mundo sombrio (Is 40.31) e podem caminhar seguros de que já são mais do que vencedores e tudo podem suportar (Rm 8.37, Fp 4.13) nesta vida debaixo do sol (Ap 22.16; 2Co 4.6; Cl 1.15).

Como aquele prisioneiro, você não precisa viver os seus dias como uma noite sem aurora. Jesus te convida a olhar para o ipê florido: a cruz onde a tua vida foi resgatada das trevas de uma vez por todas, para que nele, por meio dele e para ele você passe a desfrutar de plena liberdade, porque, afinal de contas, Jesus Cristo já te tirou da cela e te colocou do lado de fora da prisão!

Rogério Cruz.