Somente cinco coisas

Somente cinco coisas

Em 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero fixou suas 95 teses na porta da capela do Castelo de Wittenberg, iniciando a Reforma Protestante. Começamos a compreender a Reforma refletindo em cinco afirmações que utilizam a palavra “somente” (ou sola, em latim): Somente a Escritura, somente Cristo, somente a graça, somente a fé e glória somente a Deus.

Em plena pandemia, cercados por inúmeros problemas práticos, por que pensar nestas cinco declarações da Reforma? Do mesmo modo como as pessoas do século 16 precisavam da Bíblia, nós também precisamos; assim como elas precisavam de Jesus, nós precisamos de Jesus; as pessoas precisavam da graça de Deus; nós carecemos desta graça hoje; e temos necessidade, assim como elas, de fé salvadora. Acima de tudo, quem vivia 504 anos atrás tinha de conhecer o grande Deus, único digno de honra e glória. É conhecendo a este Deus que nós somos assegurados da salvação. Nossa necessidade espiritual é exatamente a mesma das pessoas do século 16.

Em 1996, 120 líderes evangélicos assinaram um documento denominado Declaração de Cambridge, convocando a igreja cristã ao arrependimento e a incorporar a verdade divina na doutrina, no culto e na vida. 25 anos depois, eis-nos celebrando a Reforma, carentes de atualizar aquelas cinco declarações “somente”, formuladas pelos pais reformadores.

Espiritualmente falando, nós necessitamos de apenas cinco coisas: da Bíblia, de Jesus, da graça, de fé e de um coração voltado para a glória de Deus.

Pr. Misael.